Resenha #419 - Tudo que acontece aqui dentro - Júlio Hermann

Cedido em parceria com a editora

Título: Tudo Que Acontece aqui dentro (Cartas de Amor Nunca Rasgadas)
Autor(a): Júlio Hermann
Editora: Faro Editorial
Páginas: 192
Nota: 5/5 - Favorito


Olá, tudo bem com vocês?

Hoje trago um livro que foi muito especial para mim, e é o primeiro livro do autor Júlio Hermann.

O livro contém cartas de amor que autor escreveu, onde ele narra amores vividos, em seus momentos de alegria, paz, brigas, términos, sofrimentos e superações.
As coisas são assim com todos os amores que vivemos ao longo da vida. Depois que a gente esbarra em alguma obra do destino, nunca mais voltamos a ser como éramos antes.
Eu preciso compartilhar com vocês, que à primeira vista, ao ver o livro, eu lutei bravamente para não lê-lo, pelo simples fato que já citei aqui diversas vezes sobre não gostar de temas em que a ênfase seja no romance, e cheguei a ceder a leitura para a Di, tendo uma concepção precipitada que não iria gostar da leitura, mas como a Di estava atolada de leituras para fazer, voltei atrás. Não comecei a leitura animada, mas ao ler a quarta carta que se encontra na página 18 desse livro, eu já estava me sentindo extremamente tocada.
Crava no meu peito uma arma branca, mas não me deixa tecer uma série infinita de sentimentos se eu precisar senti-los sozinhos.
É engraçado como certas coisas tem que acontecer conosco, se eu não tivesse me tornado parceira da Faro, eu jamais teria ficado curiosa para fazer a leitura desse livro, então se existe realmente o tal do destino, ele foi o culpado para este livro cair nas minhas mãos, pois ele chegou na hora certa e me fez um grande bem ❤.
As pessoas não falam da maneira que pensam. Não conseguem desconstruir metáforas da mesma maneira que as constroem na cabeça. O mundo era o mar e a gente era um navio fadado ao naufrágio - mesmo que eu não acreditasse nisso.
Tudo o que acontece aqui dentro, é um livro que te emociona. Você viaja com o escritor e vivencia todos os sentimentos que consegue transpor com uma naturalidade incrível para dentro das páginas. Muitas vezes ele é apaixonante e te faz suspirar, como também ele é cruel, pois faz você refletir sobre situações similares em que você já vivenciou em seus relacionamentos amorosos e ele te dá choques de realidade duros, pois ele espelha situações que você finge não notar, pois é difícil aceitar de certas coisas não acontecem do jeito que você espera ou imagina.
Não ser escolhido por alguém que move a gente é uma das coisa mais dolorosas do mundo. Conhecemos os gostos, reconhecemos os detalhes, carregamos uma certeza absoluta de que daria certo se o outro não tivesse algo o puxando para trás. Não é culpa nossa, não é necessariamente culpa de alguém. Nem sempre somos nós vamos exorcizar os demônios alheios...
Eu fiquei muito impressionada com a escrita do autor, o que aumentou ao saber em uma conversa com ele, que ele tem apenas vinte anos, e mesmo sendo tão jovem ele tem uma sensibilidade e maturidade que hoje em dia é raro em pessoas da idade dele e até mesmo nas mais velhas...  hahahahaha. E saber que algumas dessas cartas começaram a ser escritas em 2015, nos faz ver que isso é algo natural do autor desde à sua adolescência.
A dor uma hora começa a fazer parte da gente e não dá nem mais para perceber, e daí a gente amadurece porque ele vira o que chamam de bagagem emocional. Junta todas as nossas quedas e todas as nossas esperanças e abre os olhos pro mundo com um pouco mais de clareza. E se não passar ou você não acostumar, não tem problema, meu bem.
Em relação à diagramação, a Faro definitivamente não conhece o limite da palavra perfeição, e lógico que adoramos isso. O livro é simplesmente lindo, com ilustrações e quotes das cartas no decorrer de suas páginas, as letras são azuis, as cartas são curtas, ocupando cerca de uma página e meia cada, e cada uma delas vem no canto da pagina com uma música e sua respectiva banda ou cantor(a). Não encontrei nenhum erro de revisão durante a leitura, e outro ponto positivo que tenho a falar neste aspecto é que foi respeitado alguns termos gaúchos utilizados no Estado do autor, e isso deu um toque especial no livro (e eu confesso que li praticamente o livro inteiro imitando o sotaque sulista hahahaha).



Sem sombras de dúvidas, o Júlio nasceu com o dom para escrita, e foi altruísta o suficiente para expor tudo o que acontecia dentro dele conosco, fazendo com que um pouco do que habita dentro dele, venha a ter morada em nós também.
Há pessoas que marcam a gente, mas há pessoas que simplesmente não deixam marca nenhuma. O que importa, no fim, é que só nós saberemos como lidar com essas marcas ou com a ausência delas. O que importa é o jeito com que levaremos a vida até reencontrar o caminho de volta para casa.
Espero que gostem e até a próxima. 



12 comentários

  1. Oie
    Que capa mais fofa, o livro parece ser lindo, quero ler.

    Beijinhos
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br/

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  2. Oi Verônica,

    Não conhecia o livro, mas só pela capa já da vontade de ler, ainda mais pelo jeito de escrita com cartas.
    Fiquei bem interessada mesmo.
    Bjs
    http://diarioelivros.blogspot.com.br

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    1. Eu me apaixonei pelo livro Jessica. Espero que goste também.

      Bjoss

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  3. Capa fofinha a do livro e esta é a primeira resenha que leio dele. Gostei de conhecer mais desta leitura.
    Bjs
    https://eternamente-princesa.blogspot.com.br/

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    1. Obrigada Lu, espero que ele entre para suas leituras.

      Bjoss

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  4. EU VOU CHORAR!
    Que resenha mais lindaaaaaa <3

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    1. Mesmo sendo escrita com todo o carinho, ela não chega aos pés do teu livro !!!

      Seu lindooo !!!

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  5. Oi Verônica!
    Que capa mais lindinha! Ainda não conhecia o livro nem o autor, mas gostei da resenha.

    Beijos,
    Sora | Meu Jardim de Livros

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  6. Oi Verônica, tudo bem?
    Gostei da dica! Esse livro parece ser legal porque o leitor deve se identificar bastante, graças às situações de se apaixonar e tal.
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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