Resenha #514 - O Caos - Nohane Carvalho


Título: O Caos
Autor (a): Nohane Carvalho
Editora: Independente
Páginas: 200
Nota: 4/5 

Com o meu coração dilacerado, a vergonha e a dor inundando meu ser e lágrimas ameaçando transbordar de meus olhos, eu corri. Entretanto, eu não era capaz de fugir da minha realidade. 
Nem toda princesa vive um conto de fadas, algumas nascem para lutar. Uma destas princesas é Arissa, e hoje trago para vocês a resenha de O Caos, livro que encerra a duologia de A Ordem, escrita por Nohane Carvalho.

Após Arissa, princesa de Terycen descobrir que vivia em um mundo repleto de  mentiras, precisou sair de seu reino, dominado agora por Hirt, um ditador frio e cruel, que consegue trazer milhões para seu lado, fingindo ser um líder carismático e bom.

Hirt faz parte da Ordem, e afirma que todas as atrocidades cometidas mundo à fora, são causadas pelo grupo da oposição, chamado Caos, grupo que Arissa faz parte.

Arissa está passando por uma recuperação emocional bastante complicada, devido a tudo que passou após descobrir que seu mundo não era nada do que imaginava, ela perdeu pessoas que amava, descobriu a real face de outras, seu coração foi destroçado por Adrian e ela quer vingança.

As coisas ficam cada vez mais complicadas em Terycen, e Arissa quer lutar para arrancar Hirt do seu reino, pessoas são executadas a sangue frio em rede nacional, e ela precisa agir rápido para tentar salvar o máximo de pessoas inocentes deste governo ditador, porém será que as pessoas conseguem enxergar o real mal que aquele homem pode trazer no Governo? Na prática sabemos que não é tão fácil assim.
Foi algo rápido, um ato que poderia passar despercebido por muitos, mas foi possível ouvir, antes que as algemas o eletrocutassem até a morte, diante dos telecomunicadores (...): A paz mundial é a maior mentira já contada.
Em relação à diagramação, este livro foi publicado de uma forma independente, a capa foi feita pela autora e eu particularmente gosto muito dela, as letras são grandes, as páginas são amareladas, e há alguns errinhos de revisão, mas não atrapalham na leitura.


Nohane, terminou essa duologia com uma bela mensagem politica, que nos faz refletir sobre como um país nas mãos erradas pode causar destruição das massas, aos olhos cegos da população, que infelizmente muitas vezes só enxergamos o queremos ver, ou aceitamos propostas que são boas para nós, mas não tão boas para o próximo, e que a empatia é a palavra chave para se viver em harmonia com os demais. 
A responsabilidade tem um peso enorme. Quando se tem um arma poderosa em mãos, há tanto que pode ser feito, tanto que pode acontecer, mas se não for muito bem pensado, você pode acabar sem um pedaço seu, no sentido figurado e literal da coisa.
Mais uma vez a narrativa da autora está bastante fluida e o livro pode ser devorado facilmente, confesso que eu me surpreendi mais com o primeiro livro, mas foi também porque era um universo novo a qual eu estava sendo apresentada, então ele acabou sendo mais impactante para mim que o segundo, mas a autora conseguiu manter o ritmo frenético nesta história também, e a Arissa mesmo tão abalada, se mostrou uma mulher forte, criada não para ficar sentada em trono, e sim para liderar pelo direito da igualdade e contra à opressão.
Ele não. Ele nunca.
Até a próxima.

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