Resenha #355 - Cujo - Stephen King


Título:  Cujo
Autor(a): Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 376
Nota: 3/5


Olá! Tudo bem com vocês?

Esta resenha faz parte do #Desafio12MesesLiterários, aonde o desafio do mês foi ler um Clássico.  E optei por um livro do conhecido e aclamado Stephen King.

Essa foi a primeira experiência literária com o autor e eu estava mega ansiosa pela leitura, pois por mais que eu não tivesse lido nada ainda do King a bagagem de sucesso que ele traz foi muito motivadora. Minha conclusão? Não comecei bem com os livros dele e infelizmente não o considerei o grande mestre que tantos consideram.

Cujo é um livro com a narrativa em primeira visão, aonde o autor conta a historia de diversos personagens diferentes.

Os principais são Vic, Donna e seu filho Tad e Joe, Charity, seu filho Brett e o cachorro de estimação da família, o Cujo.

Stephen começa o livro contanto brevemente a história de um psicopata chamado Frank Dodd, que já foi morto e se tornou uma lenda urbana na cidade, porém ele se torna o monstro do armário de Tadd, mas é claro que por mais assustados que seus pais fiquem com "o tal monstro de olhos vermelhos" que Tadd insiste em dizer que tem no seu armário, eles não associam isso ao assassino e muito menos Tadd que tem somente quatro anos.
No entanto, monstro que é monstro nunca morre. Lobisomem, vampiro, canibal, criatura sem nome de terras arrasadas. Monstro que é monstro nunca morre.
Enquanto isso na outra família, Cujo um são bernardo de noventa quilos, porém extremamente dócil e brincalhão, acaba ficando entalado no buraco de uma caverna após uma caçada a um coelho, e acaba sendo mordido por um morcego bem raivoso, ele não é vacinado e logo começa a adoecer, e se tornar um monstro muito pior do que Frank Dodd foi.
... aquele cachorro guardava apenas uma minima semelhança com a aparição enlameada e pardacenta que aos poucos se materializava ao emergir da névoa da manhã. Os olhos tristes do são-Bernardo agora estavam vermelhos, estúpidos e baixos: pareciam mais olhos de porco do que de cão. (...) O focinho estava enrugado, mimetizando um sorriso terrível que deixou Brett paralisado de terror.
O livro é muito bom, porém até chegar no ponto crucial do livro, o autor deu voltas e voltas que me irritaram muito. Resumidamente, do lado de Vic, Donna e Tadd, Vic precisa viajar a trabalho e ficará fora de casa por cerca de duas semanas. Ele e Donna estão tendo uma crise no relacionamento e autor fala bastante sobre isso. O carro de Donna está quebrado e ele precisa levá-lo até Joe, que é o mecânico mais próximo da região.

Na outra família, Charity ganha um bilhete na loteria e consegue convencer Joe a deixar que ela passe uma semana na casa da irmã junto com o Brett. Um casal já desgastado pelo tempo e além de tudo com muita violência doméstica.

Com Vic, Charity e Brett fora da cidade, Donna vai junto com Tadd até a oficina de Joe porém se depara com Cujo já totalmente transformado em um demônio em forma de cachorro. Sozinha com seu filho tenta recuar com o carro, porém o carro quebra de vez. E não há ninguém para salvá-los.
Ele a abriu e agitou os braços como um louco, em busca de equilíbrio, e talvez tivesse conseguido evitar a queda se Cujo não tivesse saltado contra ele primeiro: uma máquina de matar coberta de sangue...
As cenas sem sombra de dúvidas mais maravilhosas, angustiantes e aterrorizantes do livro, é o sufoco de Donna e Tadd que é totalmente indefeso e inocente. Eles passam calor, fome, e muito mais muito medo dentro do carro, pois Cujo se lança diversa e diversas vezes em cima do carro, com a tentativa de devorar os passageiros, e foi nesses momentos que pude perceber o quanto o King é um autor cruel (de uma maneira positiva), com seus personagens.
-Mamãe - disse ele, pesadamente. -Como é que o monstro do meu closet conseguiu sair? Eu estou sonhando? Estou tendo um pesadelo?
Sinceramente? Eu não entendi a relação que o autor quis trazer sobre Frank Dodd, o monstro no armário de Tadd e Cujo - se realmente ele quis deixar uma explicação ou deixar esse ponto de interrogação no ar, e eu achei que o autor enrolou muito com situações e personagens desnecessários para chegar ao ponto final. O que interessa no livro é o terror de Donna e Tadd versus Cujo e só. E o restante? Por muitas vezes li por cima porque não era importante e mesmo assim eu demorei mais do que imaginei para ler o livro.
Ela conseguiu ouvir os tendões do pescoço estalando baixinho. Cujo estava ali, olhando para ela. A cara do cão estava a menos de quinze centímetros de seu rosto. Só o vidro da janela do carro separava os dois. Aqueles olhos vermelhos e turvos encaravam fixamente os olhos dela.
Em relação a diagramação a capa é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A, a edição que eu comprei é a mais recente lançada pela Suma de Letras, então é de capa dura, com a marca da pata do cão afundada na capa, as paginas são amareladas, as letras são de um tamanho normal e durante a leitura encontrei somente um erro de revisão bem bobinho, no final do livro há uma entrevista super bacana e interessante com o King, realizada por Christopher Lehmann-Haupt e Nathaniel Rich para o The Paris Review em 2006.


Cujo estava sorrindo para ela.
Espero que gostem e até a próxima resenha,


21 comentários

  1. Oi, Verônica!
    Não li Cujo, mas pelo que vi ele tem umas vibes de O Cemitério e foi um livro do King que não curti muito.
    Sou super fã do cara, mas tem alguns livros mesmo que deixa a desejar. O meu favorito dele é O Iluminado. Quando li, passei alguns dias sem dormir, sonhando com um certo hotel.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Sorteio Dois Anos de Família Hallinson

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    1. Oi Lu

      Vou anotar a dica hahahaha, preciso descobrir o que esse Omi tem de especial


      Bjoss

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  2. Oi, Verônica. Vi a capa de Cujo nessa sexta-feira e também amei o trabalho da edição. Ainda não li nada do autor e também tenho medo de não gostar dele, já que tanta gente ama. Como não sou fã de thriller, eu acho que eu posso simplesmente amar ou odiar, por isso estou adiando o inevitável.
    Beijo.
    Leitora Encantada

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    1. Oie

      Eu sempre tive muita curiosidade de ler livros dele, mais infelizmente não comecei bem kkkk

      Bjos

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  3. Olá Verônica,
    Sou muito fã do Stephen King, acho muito bacana sua resenha, mas senti que a leitura não foi tão proveitosa assim, pois não é legal quando pulamos partes - ou lemos sem interesse - porque parece que está enchendo linguiça, sabe?
    Acho que o SK pecou nesse livro e vou passar a dica.
    Beijos

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    1. Oie Bruna

      Eu odeio pular trechos, mais infelizmente nesse não deu, era perceptível a enrolação de páginas para chegar no ponto crucial da historia

      Bjoss

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  4. Oi Verônica!
    Ahh fiquei triste pelo fato da sua primeira experiência com Stephen não ter sido positiva.
    Li "Cujo" em dezembro, e pra mim que sou fã, foi uma leitura incrível. Concordo que Stephen dá muitas voltas, essa é uma de suas características; e acredite que existe leitores que gostam rs. Eu sou uma! Gosto pelo fato de as vezes não fazer sentido, e do nada, me pegar em uma cena que toda aquela enrolação passa a ter todo sentido.
    Tenho uma explicação para o monstro do armário: o maior medo de Tad ganha vida com a mudança de Cujo. Alguns acreditam que o menino tem um dom, li em algum lugar que o próprio autor disse que o garoto tem um dom parecido com o de Danny de "O Iluminado". Eu acredito que na verdade ele quis passar o quão perturbante foi o medo que o garoto sentiu, ao ver a personificação de algo que até então era visto somente por ele.
    Sim, eu viajo na escrita de Stephen rsrs.
    Beeijos
    http://pausaparapitacos.blogspot.com.br/

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    1. OIee Bianca

      Pois é, não rolou um quimica boa (eu também fiquei triste hahahha), espero que na próxima leitura - que será em breve - eu tenha mais sorte, porque eu estava muito empolgada para ler um livro desse autor. rs

      Bjoss

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  5. Oi Verônica! Só li um livro do King, comecei por It! A Coisa e me deu muito medo. Mas, gostei demais da escrita dele. It! também tem uma leitura um pouco lenta, devido as informações que há história, mas nada que tenha me desagradado. Espero que sua próxima leitura seja proveitosa. Beijos!

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    1. Oiee Su

      It eu passo longe porque odeio palhaços hahahaha

      Bjoss

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  6. Também li pouco do King, mas gostei muito de O Iluminado. Esse aqui eu conheço mais pelo filme, que é bem mediano. Acho que vou confiar na sua resenha e deixar esse passar. Valeu!

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    1. Oieee

      Eu não conhecia o filme, li teu comentário aqui e fui correndo caçar no Youtube hahahaha. O Iluminado já foi para a lista.

      Bjos

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  7. Olá!

    Do King só li Carrie a Estranha (muito bom). Esse não tenho tanta vontade assim de ler, a trama me pareceu bem enrolada. Não desiste do King não, leia Carrie a Estranha, a Suma também o republicou, em virtude do filme.

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    1. Oiee Ka

      Não vou desistir hahaha, comprei o e-book do Mr Mercedes aproveitando uma promo na Amazon e será a próxima leitura leitura dele. O Carrie eu fico cismada em ler por ter assistido o filme, mais ele será incluido na lista também.

      Bjoss

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  8. Oi Verônica, tudo bem?

    Ainda não li nada do King e estou prologando ao máximo ler, pois tenho muitas expectativa, visto que todo mundo fala tão bem, e assim minha decepção pode ser enorme. Uma pena que para você a leitura não tenha sido tão espetacular, creio que as voltas e voltas do autor também me incomodariam. Mesmo assim, leria o livro, pois parece que no fim vale a pena!

    Beijos!

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  9. Oi Verônica, sua linda, tudo bem?
    Eu também não tive sorte com o autor, li dois livros dele e até hoje são os dois que eu abandonei a leitura. No meu caso o problema foi a narrativa extremamente detalhista. Mas eu tenho uma indicação de um livro dele que me disseram que não é dessa forma: Joyland. Tirando esse detalhe, acho que essa parte da mãe e do filho tentando sobreviver a esse cão raivoso deve ser muito tensooooooo!!!!!! Sua resenha ficou ótima!!!
    beijinhos.
    cila.

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  10. Olá, tudo bem?
    Li poucos livros do King, mas quero muuuito ler esse!
    Todos dizem que quem lê, começa a ver os cachorros com outros olhos haha
    Amei a sua resenha, um beijo.

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  11. Oi Verônica,
    Ainda não li nenhuma obra do King também, e não sou fã de narrativas que dão muitas voltas para uma conclusão, isso me deixa extremamente inquieta e a leitura não fica prazerosa. Então, pela sua opinião, esse não seria o livro que escolheria como primeiro contato com o autor. Obrigada pela dica.
    Bjim!
    Tammy

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  12. Oii, tudo bem?

    Sou louca para ler algo do Stephen King, mas nunca comprei pois acho os livros muito caros. De tudo que você contou na resenha, estou curiosa para saber o que Frank e Cujo tem em comum. Não sei se fiquei muito motivada a ler, mas definitivamente fiquei curiosa. Parabéns pela resenha!

    Beijos

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