Semana Híbrida (Série Neblina e Escuridão) - Dia 2

Ei pessoal, tudo bem??

Cá estou eu com a sequência da semana especial Híbrida. Hoje irei apresentar a vocês a super entrevista que fiz com a Mari, que foi maravilhosa em me responder e totalmente atenciosa em suas respostas, não é atoa que eu tenho um carinho imenso por ela.

imagem retirada do facebook da autora.


Minhas Escrituras: 
Oi Mari, tudo bem?
Gostaria de dizer que fico muito feliz com sua disponibilidade em responder essa entrevista. Para mim como leitora e blogueira, isso é muito importante, ainda mais porque admiro seu trabalho e sou louca em sua escrita. 

Mari Scotti:
Eu to bem, Di e você? Eu fico super feliz também, e agradeço seu apoio e carinho de sempre! Amei rever você no sábado (Este sábado foi em um lançamento de autora nacional é claro em 21/05/2016).

Minhas Escrituras: Nessas andanças de eventos literários, lembro de algo que disse que sua mãe sempre escreveu certo? Não me lembro com 100% de certeza, mas isso veio na minha mente, ela foi sua grande incentivadora? Ou veio a vontade só pelo fato de vê-la escrevendo?

Mari Scotti: No começo ela me incentivou sem saber, porque eu fiquei louca pra escrever também quando descobri que ela escrevia. Foi meio surreal! Eu era criança então pensava que escritores vinham do além, sei lá, eram seres mágicos... Ela foi minha primeira heroína real. Depois, ela me incentivou corrigindo minhas falhas de escrita ou só estando ao meu lado, apoiando meus sonhos. Toda minha família apoia, graças a Deus.

ME: Como veio a ideia de escrever a série Neblina e Escuridão? 

MS: Eu sou apaixonada pela Saga Crepúsculo, isso não é muita novidade. Mas o que muitos não sabem é que eu odiei o último livro “Amanhecer”. Achei que a Reneesme foi criada apenas para que o Jacob não ficasse sozinho e para ter alguma trama para o último livro, que no fim, terminou tudo em pizza mesmo. Daí eu peguei raivinha da Nessie. Queria o Jake com a Leah haha. Por causa disso fiquei pensando muito na Nessie, em híbridos, como seria viver entre lobisomens sendo meio-vampira, e assim surgiu a ideia da trama para a série. Eu queria ver como seria para uma meia-vampira viver entre lobisomens, crescer com seus princípios, acreditar que os vampiros eram seus inimigos. Além de descobrir como funcionaria o romance entre as raças, porque na minha cabeça, Nessie e Jake não funcionariam kkk. Em todos os meus livros tem agradecimento a Stephenie Meyer, porque se não fosse ela, a série não existiria. 

ME: Como surgiu o nome da série? 

MS: A saga Crepúsculo não se chama Saga Crepúsculo, mas sim Saga Luz e Escuridão. Eu fiquei pensando em trocadilhos parecidos para a minha série (pra você ver como eu amo Crepúsculo rsrs) e, como o primeiro livro gira em torno dos pesadelos da Ellene e envolvem neblina, misturei a neblina que seria dos lobos (já que ela mora com os lobos) e a escuridão que seria dos vampiros.

ME: Construir a essência de Milosh, foi um processo fácil ou difícil? Porque ele é um personagem incrível... gosto muito dele, quando li O Guardião, fiquei pensando em te fazer essa pergunta.

MS: Fico super feliz em saber que você gosta dele! *-* 
Foi um pouco difícil porque na época que eu escrevi, não tinha vivencia alguma com homens mais adultos ou homens em geral, então busquei observar todos a minha volta. O Milosh era muito depressivo, vivendo como se fosse viúvo por quase cem anos, totalmente solitário, e tentando não perder seus valores morais. Os capítulos narrados por ele eram os mais difíceis por serem mais pesados emocionalmente. Mas eu confesso que gostei muito da experiência. Ele possui a criação da nobreza antiga, os deveres que cavalheiros nasciam aprendendo a ter. O respeito pelo outro, mesmo sendo aquele que cumpria as ordens da rainha. E como eu admiro demais homens assim, fiquei feliz de poder buscar no passado as qualidades dele, como se ele fosse um homem retirado de um livro de época, mas com sede de sangue.

ME: Desde que li Híbrida a sensação que tive, foi que esse enredo poderia ter tido uma ambientação fora do nosso país e você colocou toda em nível nacional, você teve vontade de mudar o ambiente? Ou a ideia sempre foi descrevê-la em terras nacionais mesmo?

MS: A ideia sempre foi ambientar no Brasil. Aconteceu de ser em São Paulo porque eu precisava de uma cidade chuvosa, que pode ter as quatro estações em um mesmo dia, e como São Paulo é conhecida como a terra da garoa. São vampiros que possuem o privilégio de andar ao sol se tiverem proteção, mas se escolhessem morar em uma cidade que vive mais cinza do que debaixo do sol, seria mais fácil ainda a locomoção. Então foi fácil me decidir pelo Brasil. Fora que escrever sobre um lugar que eu não conheço, me deixa meio louca.
Acho importante mostrar nossos cenários nos livros. Se um dia (amém) a história ganhar tradução, posso ter a felicidade de apresentar meu país para pessoas que jamais teriam a oportunidade de vir para cá. 

ME: Eu amei cada descrição da ambientação, sempre falo isso, porque o autor é nacional, nada mais justo construir algo por aqui. A não ser que seja um novo mundo criado, aí eu relevo rs. A cena do metrô, do livro Guardião, foi uma ideia que surgiu no momento da escrita? Ou você já tinha essa cena pronta?

MS: A cena do metrô é mais comentada, sempre hahaha. Na verdade, eu ando muito de metrô e eu não sei dirigir, então me sentia um pouco incomodada ao descrever cenas com os personagens dirigindo, fora que em São Paulo é mais rápido chegar a algum lugar se formos de metrô, então ao invés de abusar da velocidade dos vampiros e tornar as cenas com soluções rápidas demais, eu achei legal encurtar o tempo que os vampiros possuíam ao sol e obrigá-los a se locomover como nós, meros mortais. Enfim... como eu ando muito de metrô, a cena meio que aconteceu sozinha, não tinha planejado. E como eu queria amadurecer mais as cenas porque afinal, são vampiros e vampiros são sexys poxa, a troca de sangue foi necessária. Eu confesso que adorei escrever, foi uma das primeiras cenas mais “adultas” que escrevi sem censurar demais e essa cena me “libertou” um pouco. Eu tinha medo de me recriminarem se escrevesse algo mais quente e tal. Acabei me empolgando no erótico depois disso. Montanha da Lua é prova disso hahaha.



ME: Você também tem um blog, como está sendo conciliar as postagens, leituras, eventos e escrituras? As vezes eu acho que você é mais de uma rs.

MS: Menina, não consigo dar conta de nada direito pra ser bem honesta. Eu quero abraçar o mundo e, às vezes, acho que posso e não posso. Depois que perdi o emprego comecei a repensar algumas coisas e resolvi que não consigo sozinha. Convidei alguns amigos para me ajudarem com o blog e estou indo apenas aos eventos que acho importante comparecer. Escrever e ler? Só de madrugada quando minha sobrinha não come meu tempo, minha atenção e minha devoção total haha. Se eu fosse mais de uma e não precisasse dormir seria tãooo mais fácil! Você sabe como é corrido e exaustivo pensar em promoções, brindes, postagens diferenciadas, face, fanpage... blogueiro tinha que ser mil em um. Haha.

ME: Como leitora, você deve ter seus autores preferidos. Sei que é difícil, mas cite um nacional e um estrangeiro, onde a escrita te tocou e porque se tornou um de seus preferidos.

MS: É muito difícil escolher, muito mesmo, mas vamos lá.
Nacional que eu amo de paixão: Keila Gon. Eu amo porque é um romance-fantástico e urbano. Ele acontece no Brasil e migra para Amsterdã, depois para cidades fantásticas e eu amo essa transição toda. Achei tão fantástico o cenário que o terceiro livro de híbrida também viaja por uma cidade fictícia. Keila me inspirando também haha.
Estrangeiro: Tessa Dare roubou totalmente meu coração. Ela é romancista de livros de época e ela foge do convencional. Hoje a maioria dos romances de época se foca nos bailes, na cultura da época, nos galanteios, os dela lembram Montanha da Lua porque não se foca na cultura, nas obrigações da época. Tem a nobreza sim, tem a preocupação com o que era certo e errado na época, mas o romance não fica preso ao mocinho que não queria casar e a mulher à frente do seu tempo. Eu gosto porque ela fugiu do padrão do que dá certo e vende livros e criou algo novo e ainda assim, dentro do gênero que eu amo ler.

ME: Conte-nos qual foi a sensação de ter a primeira resenha de Híbrida em um blog.

MS: Acho que posso dizer emocionante e surreal. Confesso que não lembro qual foi a primeira exatamente, mas eu chorava de emoção todas as vezes que lia alguma. Mais ainda com as negativas haha.

ME: Fale-nos um pouco sobre a Mari. O que gosta de fazer em suas horas vagas? 

MS: Eu não sei, porque nas horas vagas to sempre inventando serviço: editando, criando coisas para divulgação, escrevendo, revisando, estudando... Acho que eu sou meio ligada no 220v. Amo minha família! Minha sobrinha Rebeca é uma das minhas maiores paixões da vida! E agora voltei a cantar e tocar na igreja, então tenho me dividido um pouco entre a literatura e a música ultimamente. E, estou desempregada. Já falei isso? É estranho, então é um assunto que eu acabo tocando sempre haha.

ME: Deixe um recado para os leitores e fale um pouco do que esperar em Híbrida e Guardião.

MS: Obrigada Diana pela entrevista, sei que me empolguei nas respostas longas, mas é porque adoro dividir minha vida com vocês. Obrigada pelo carinho e apoio de sempre e por ser tão atenciosa comigo. Você é uma das poucas pessoas que marcou a minha vida e sou grata a Deus por te conhecer.
Leitores, obrigada por lerem essa entrevista todinha! Espero que tenham gostado de se aventurar um pouco por dentro da minha cabeça; e espero mais ainda que fiquem curiosos e leiam meus livros e mais autores nacionais. O que vocês podem esperar em Híbrida: como é a introdução da trama toda, vocês podem esperar conhecer uma garota meio perdida na vida. Ela não sabe o que é, nem o que quer, a única coisa que ela tem certeza mesmo é que precisa descobrir porque não teve sua primeira transformação em lobisomem ainda! O problema é que essa angustia em descobrir o passado a levará diretamente ao covil inimigo. Podem esperar torcer para que o homem com quem ela sonha a encontre logo e ficar torcendo para o coitado do vampiro deprimido resolva sua vida, porque dá dó dele no primeiro livro. E em Guardião... bem, vocês podem esperar uma guinada na história, porque a menina perdida já não é tão perdida, e o vampiro deprimido descobre um novo rumo para a sua vida, ele percebe que ajudar uma desconhecida pode ser sua nova missão de vida. Além de continuarem tentando desvendar quem é (ou melhor, quem são!) os traidores da coroa, aqueles que querem tomar o trono da Rainha Elizabeth e que a sequestraram há um século. Podem esperar revelações bombásticas também e... em Rainha, o livro três, bom, eu espero que vocês orem para a editora lançar logo! Hahaha. Um beijo enorme para vocês! 


Então pessoal, o que acharam? Eu particularmente amei a entrevista, não acho que a Mari se empolgou, achei suas respostas maravilhosas! Saber um pouco mais de como surgiu a série... como as coisas desenrolaram foi muito bom. Eu recomendo demais a leitura dos livros e vou orar para que Rainha sai logo! #ficaadicanovoséculo.

Não esqueçam pessoal de sampa que o evento de lançamento será na data do banner. Ah e quem comprar a segunda edição do livro ou levar o seu de casa, sendo a segunda edição é claro, ganhará uma senha para participar do sorteio de um Kindle! Não é demais!!!!


Híbrida já está disponível no site da Saraiva, em pré-venda.
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Xero no coração de todos!!!


11 comentários

  1. Oi, Di!
    Gente, meu sonho é começar essa série, mas tenho de terminar algumas antes hahahhhah
    Adorei a entrevista. Deu pra conhecer um cadinho mais da autora.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  2. Diii eu amei a entrevista! Reli e percebi que minha empolgação vazou nos meus erros de digitação HAHAHA. Obrigada por tudo! Sei que agradeci já, mas nunca é demais. Te adoro!
    Mari Scotti

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    Respostas
    1. Oi Mari, fico feliz que tenha gostado... eu li a entrevista super empolgada também... e deixei passar batido qualquer erro... mas o importante é o conteúdo... e eu amei suas respostas... foi uma prazer de entrevistar e participar desse momento com você... Xero!

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  3. Oiiii, tudo bem?

    Amei a entrevista, adorei poder conhecer um pouquinho mais da autora.
    Tive a oportunidade de ler "Hibrida" essa segunda edição, através de parceria com a NS e adorei o livro!
    Queria que tivesse lançamento dele aqui em SC. XD

    Ah, quero acompanhar essa semana aqui. :D

    Beijo!

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  4. Oi, amei a entrevista e conhecer melhor a autora, já que tenho ela no face, mas não conhecia ela tão a fundo assim. Amei a premissa de seus livros e já quero ler. Estou ansiosa para ler e conhecer melhor seus personagens.
    bjus

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  5. Olá!

    Adorei a entrevista. Não tinha visto este livro é super fiquei com vontade de ler.

    Beijos!

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  6. A entrevista ficou muito show e a nova capa do livro, combinando com o segundo volume, ficou fantástica! Cheguei a ler Híbrida na época do lançamento de Guardião e achei muito bom! Espero poder ler o segundo em breve! um beijo!

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  7. Oi Di, tudo bem?
    Acho muito legal quando Blogueiras viram escritoras como a Mari, e ela é bem elétrica não para rsrs.
    Não sabia que suas obras eram inspiradas no crepúsculo, confesso que tive mesmo pensamento dela com relação a Renesme e o Jake abri forçado demais.
    E gostei de saber um pouco mais da autora e suas obras, as perguntas ficaram bem espontâneas e a entrevista ficou bem gostosa.

    Beijos e sucesso pra Mari e pro blog!

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  8. Gostei muito da entrevista. É sempre legal conhecer um pouco mais sobre os autores e a Mari foi tão simpática! Gostei dela assumir que se inspirou em um livro/filme de tanto sucesso, poucos tem coragem de assumir isso. Acho que ao assumir ela evidencia o talento... Algo tipo "me inspirei em, mas não são nem de perto a mesma coisa".

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  9. Oie!!!
    Adorei a entrevista! A Mari é realmente uma fofa, tive o prazer de conhecê-la em um evento, e Híbrida está na minha lista de desejados há algum tempo!!

    Beijokas

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