Resenha # 265 - O Papiro de César - Ferri & Conrad

Livro cedido pela editora
Título: O Papiro de César
Título Original: Le Papyros de César
Texto: Jean-Yves Ferri
Desenho: Didier Conrad
Editora: Record
Páginas: 48
Formato: HQ
Classificação: 4.0

O ano é 50 a. c., o cenário é o país Gália – que por pouco não foi conquistada em 100% por Roma – em uma aldeia galesa cercada por quatro fortificações romanas que sofrem de terríveis derrotas para esse povo turrão e obstinado. Com o mar à suas costas e com os romanos ao seu redor essa é a única parte de Gália que não se rendeu ao poderio de César e seus Legionários. Mas como é possível uma aldeia ser mais forte que um país inteiro? O que ela tem de diferente? Bem, essa aldeia é muito bem protegida por todos os moradores - principalmente por Asterix e Obelix – tudo graças a uma incrível poção mágica que deixa a galerinha forte que só!


Entretanto a história de hoje não retrata o início dessa incrível guerra, pois César decidiu escrever um livro sobre seu legado no campo de batalha, inclusive dedicou um capítulo especial as suas derrotas perante essa pequenina aldeia galesa. Como marketing já se fazia presente naquela época, seu conselheiro advertiu que se retirasse esse capítulo, o seu livro iria vender muito mais e todos pensariam que toda a Gália havia sido conquistada.

Obs. o livro era composto por vários papiros e cada um representava um capítulo.

César aceitou a proposta e seu livro realmente foi um sucesso de vendas, enquanto isso, seu conselheiro mandou que queimassem todas as cópias daquele capítulo e mandou seus escribas mudos para a prisão. Contudo, o seu pesadelo se tornou realidade quando um dos escravos fugiu com uma cópia do infame capítulo, apesar de conseguir reaver o escravo fujão, o papiro por intermédio de terceiros foi parar na única aldeia galesa que não poderia chegar de jeito nenhum! Assim, começa a corrida para recuperar o papiro que se for levado ao público agora, isso prejudicaria imensamente a imagem de César. Mas como recuperar um documento do único lugar que os batalhões de César não conseguem acessar?

Apesar de não acompanhar as histórias de Asterix e Obelix, tive uma ajuda de dois consultores que leram quase todo o material lançado e que são super cricri com relação à arte e o enredo. Na opinião deles esse livro manteve a consistência com as trajetórias dos personagens e a arte, de forma geral, está bem parecida com a original salvo alguns detalhes que mencionarei a seguir.

Para quem não sabe, Asterix e Obelix foram criados por R. Goscinny (já falecido) e A. Uderzo (que por conta da idade se afastou definitivamente) e hoje quem assumiu foi o Ferri e o Conrad. Esse último retrata os personagens principais com uma exatidão que poucos notariam que foi ele e não Uderzo que desenhou. Porém, para os demais personagens é possível distinguir diferenças do estilo de Uderzo para Conrad, como prolongamento do queixo e face mais afundada. Quando o desenho é livre (como os animais) fica perceptível seu traço mais cru, voltado para algo mais adulto e não infantil como a arte de Uderzo (por exemplo, o unicórnio).


Animal de Uderzo





Animal de Conrad - peço desculpas pela qualidade da imagem







Chefe de Uderzo

Chefe de Conrad 


Naftalina de Conrad - peço desculpas pela qualidade da imagem
Naftalina de Uderzo















Já em minha opinião de leiga, por não ter acompanhado efetivamente os quadrinhos anteriores, posso afirmar que:

  •          Dá para entender bem essa história sem ter conhecimento das anteriores;
  •          Os nomes dos personagens são hilários!!!
  •          Após pesquisar imagens dos personagens retratados por Uderzo e Conrad, fica clara a diferença conforme apontada acima;
  •          As histórias de Asterix e Obelix sempre foram voltadas para um público mais maduro. Contudo, devido à arte de Uderzo, elas conquistaram a criançada e muitos pais passam seu amor por esses quadrinhos aos seus filhos. E apesar do exemplo do unicórnio retratado acima, essa característica continua e por isso recomendo para a criançada também.

Imagem retirada da reportagem da Veja sobre o lançamento (link aqui)

A leitura foi interessante e bacana, porém nada sobressaiu. Leria novamente e quantas vezes fossem solicitadas se fosse para uma(s) criança(s), mas não me entusiasmou aponto de querer reler. Na verdade, me sinto assim com todas as histórias de Asterix e Obelix, elas não me despertam muito a atenção, nem mesmo as versões animadas - tentei assistir, mas novamente nada salta aos olhos para terminar de assistir um único episódio que seja.

O papel é couché de fundo branco e gramatura elevada (em outras palavras, as páginas são grossas). A qualidade da impressão está ótima e não encontrei erro no texto. A letra utilizada é bem característica das obras de Asterix e Obelix, seu estilo é mais romanizado e isso pode causar certo estranhamento inicial, mas que logo passa.

Se você deseja conhecer todos os títulos já publicados de Asterix e Obelix, já aviso: são muitos! Na parte de trás de cada livro há uma relação da época em que foi lançado. 

Relação atualizada, clique na imagem para ampliar

Recomendo para todos, principalmente quem gosta de HQ, histórias engraçadas e literatura francesa.


 Pessoal, o que acharam? Deixem seus comentários.


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