Resenha #256 - Pelos Caminhos da Vida - Cristina Censon

                                                          Título: Pelos Caminhos da Vida
                                                          Autora: Cristina Censon - pelo espírito Daniel
                                                          Editora: Petit
                                                          Páginas: 384
                                                          Formato: Livro
                                                          Classificação: 3.0


Livro cedido pela editora
Sinopse:
Que perigos uma garota com poderes sobrenaturais pode representar à sociedade?
França, século 14. Adele, uma jovem de apenas 13 anos, se vê obrigada a enfrentar uma intensa jornada pessoal. Quando seu pai descobre que ela é sensitiva, passa a persegui-la. Obstinado, ele quer internar a filha para afastá-la do contato com as pessoas.
Corajosa e firme em seus princípios, Adele foge da ira paterna ao lado de sua aia, a leal Justine, e vai ao encontro de Elise, única pessoa que poderia auxiliá-la a lidar com seus dons. Mas quem é Elise? O que ela pode fazer de verdade para ajudar a garota? Em sua fuga, Adele também acaba conhecendo Aimeé, uma jovem de igual sensibilidade.
O que o destino reservará a essas mulheres fortes e corajosas, visionárias, donas de conhecimento e saber além do seu tempo?

Desde a tenra idade Adele é diferente, ela possui uma sensibilidade apurada assim como sua mãe que faleceu poucos anos após dar à luz a pequena. Seu pai, inconformado com a perda de sua amada, acaba deixando sua filha de lado e quando seus dons começam a ficar visíveis ele começa a achar que ela está possuída pelo mal, pois não entende e nem faz questão de entender o que se passa com sua própria filha. Assim, ele decide que o melhor para ela é ser internada em um convento famoso por ser rigoroso quanto a possessões, inclusive várias pessoas pereceram ao serem enviados em busca de "cura". Porém Justine descobre os planos de seu patrão e ajuda Adele em sua fuga para sobreviver, o destino? Elas possuem apenas um nome e local: Elise de Bousquet.

Enquanto foge dos homens de seu pai, Adele encontra pessoas especiais em sua jornada que iram lhe apoiar nos momentos mais difíceis, mas ela não sabe o que lhe reserva o destino, nem o quanto o destino de alguém pode ser alterado após suas vidas se cruzarem.

As falsas crenças orientavam as condutas morais. Tudo o que se afastasse do tradicional e do coletivo era considerado profano e amoral; o que não se compreendia era abafado e contido por quem detinha o poder político, religioso e econômico: a Igreja. Pela falta de subsídios, a ciência era uma criança solitária e destemida, que não tinha com quem partilhar angústias e descobertas.
Estavam em 1350. Tempos de ignorância e escuridão. Tempos de opressão e temor.
Adele decidira dar um rumo diferente. Pelo menos no que se referia à sua vida e à de quem compartilhava de seus ideais. 

Esse livro retrata um dos princípios fundamentais de toda religião, mas que é facilmente esquecido: somos responsáveis pelos nossos atos, temos o poder do livre-arbítrio e tudo que nos acontece - seja de bom ou de coisas não tão agradáveis, pois temos que passar por momentos difíceis para aprendermos algo - são frutos de nossas próprias escolhas.

A história fluiu bem, fiquei instigada a saber o que aconteceria em seguida. Mesmo entendendo a importância de ter o conceito (citado acima) repetido diversas vezes para que possa ser assimilado, a leitura ficou cansativa, pois poderia ter sido utilizado outras palavras para se expressar o mesmo conceito, mas isso não foi feito. Particularmente falando, mesmo com tanta repetição é penoso tomar a responsabilidade da sua vida para si, ter plena consciência que o seu maior vilão é você mesmo e não um Deus (tenha ele o nome que for) malvado que deseja nosso sofrimento

As páginas são brancas, a fonte utilizada é grande, não há muito espaço entre as linhas. Achei alguns erros, mas nada que inviabilize a leitura.

Recomendo para que goste de: Romance espírita, literatura brasileira, psicografia.

Não recomendo para quem não gosta de: literatura espírita, religião no geral, autodescobrimento.

Pessoal, o que acharam? Deixem seus comentários.


8 comentários

  1. Oi, como vai?
    Eu não gosto muito do gênero desse livro, mas ele me retrata muito a época quando as bruxas de salem era caçadas e queimadas vivas. É algo muito semelhante a isso e a história parece ser muito boa, apesar da minha reticência em relação ao gênero. Gostei muito da resenha!!
    Beijos
    O Reino Encantado de uma Leitora

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  2. Olá, acho que nunca li nenhum livro com enredo parecido, pois não costumo ler o gênero. Gostei bastante da sua resenha, parabéns!

    Beijokas

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  3. Livro muito bom, além da história interessante ainda há um cunho filosófico: como você mesmo disse "retrata um dos princípios fundamentais de toda religião, mas que é facilmente esquecido: somos responsáveis pelos nossos atos, temos o poder do livre-arbítrio e tudo que nos acontece - seja de bom ou de coisas não tão agradáveis, pois temos que passar por momentos difíceis para aprendermos algo - são frutos de nossas próprias escolhas."

    Parabéns pela ótima resenha!

    Abçs

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  4. Oi Ninah, tudo bem?

    A ideia do livro até que é interessante, mas até hoje só um livro protagonizado por adolescentes me cativou. Acabo sempre me decepcionando, porque as histórias não rendem o que deveriam.

    Bjss
    Bel Góes

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    Respostas
    1. BelGoes,

      Tudo bem e com você? Obrigada pelo comentário, mas esse livro não é protagonizado por adolescentes, na verdade, todos os personagens (com exceção da Adele) são maiores de 20 anos. São personagens diferentes um dos outros e que vão aprendendo em conjunto várias coisas importantes.

      Espero que possa dar uma chance a obra.

      Abraços

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  5. Olá!
    Faz muito tempo que não leio livros espíritas, no começo do meu vicio eu lia muitos deles hahhahahhahah.
    Gostei do enredo e fiquei bem curiosa, vou colocar na listinha pra relembrar os velhos tempos

    Beijokas

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  6. Oi Ninah!

    Este livro será uma das minhas próximas leituras. Amo romances espíritas, e fico feliz que esse dê tanto destaque ao livre-arbítrio e às consequências de nossas escolhas. Pena que a leitura ficou cansativa devido à repetição, mas espero gostar mesmo assim.

    Beijo!

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  7. Olá Ninah!
    Nunca li ainda livros espíritas, mas cada vez vem enchendo meus olhos esses romances com riqueza de lições e aprendizados.
    Apesar de ter sido em alguns momentos cansativa a narrativa acho que deve valer a pena a leitura.
    Colocada em sugestões.
    Beijocas!

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