Suas Escrituras... Arco-íris de Seis Cores... Márcio Sidney...

Olá... pessoal, tudo bem??
Hoje venho com mais um texto ou conto e desta vez, de um autor que gosto muito nesse nosso mundo literário.
Márcio Sidney, é um autor que conheci através da internet e que me apresentou seu livro Mistério de Elêusis (resenha aqui) e desde então nossa amizade simplesmente cresceu e é uma pessoa por quem eu tenho um enorme carinho.
Quando ele me procurou para deixar seu texto ou conto, não pensei duas vezes, me senti completamente a vontade para trazer a vocês!! 

Imagem retirada do Google.

Arco-íris de Seis Cores
por Márcio Sidney.


Um dia acordei e não notei quantas cores tinha no arco-íris que vi no céu, sabia que deveria ser sete sem nunca ter contado.
No café da manhã não sentir o gosto do que comia nem do que bebia; já deveria os ter saboreado antes.
Cedo passeei e não percebi quem apaixonadamente me olhava, sempre vagava e pelas mesmas pessoas passava que já não as observava. 
As 10h00 tantas pessoas conversavam onde eu estava que eu não atentei para quem comigo falava, distraído, não ouvir nem saudá-me nem despedir-se.
As 11h00, parado, não percebi quem estava em movimento tanto quanto, andando, não percebi quem estava descansando; não fui capaz de ver prazer em quem repousava e, no entanto, também parei para relaxar sem nem ao mesmo em mim contempla que gozo havia nisso praticar.
E não sentir o calor do sol devido o frescor do vento ao soprar ou não sentir o frio de uma brisa por o sol aquecer-me; não sei, para nenhum desses dois quis atentar; nesta manhã eu estava vago demais para alguma coisa notar.
Ao meio dia a fome me fez para casa voltar e até então não havia graça em ter saído de lá; não havia percebido que desde que eu acordei havia dormido, pois o que dizer de quem em um dia não ver a cor, não sentir sabor, não ver encanto; não ouve, não responde; não contempla o que os outros fazem nem mesmo quando faz o mesmo; não sentir nem frio nem calor nem se encanta pelo o quê lhe faz esse favor.
Após outra vez comer e descansar vi que o arco-íris ainda estava lá, entendi então que para quem não olha para o céu ele não importa; faltou-me perceber que para quem não o contempla também não importa quantas cores ele tem.
A tarde voltei á caminhar, sem nada valorizar, eu passava pelo mesmo lugar, achava que as mesmas pessoas sempre estavam lá... até que vi quem por ela me fez encantar, mas ela não me viu nem mesmo em um dos seus olhares.
Nesta tarde parei para ver se me via quem me fez se apaixonar, mas ela não parava de se movimentar sem por um segundo para o meu lado olhar; quando finalmente ela deixou o trabalho para relaxar senta-se para o lado oposto que eu estou a lhe olhar. Mais tarde tentei próximo a ela andar, mas parada não notava quem estava a caminhar; tímido e baixo tentei com ela falar para ao menos apresentar-me, distraída ao repousar não me observou chegar, não me observou partir.
Ao entardecer eu queria saber em que ela pensava que tanto de mim a distanciava. Mal sabia eu que pensava em quem pela manhã a encantou e nem mesmo a tal conseguiu se apresentar; pensava em quem, ela parada ou andando, não a enxergou; estava focada nisso que mais nada observou.
A ironia da vida em um dia. Um despreza o encanto da tarde pela manhã a outra despreza o encanto da manhã em plena tarde, o fatal caso daqueles que ousam viver um dia pela metade e perdem um dia inteiro.
A noite desse dia chegou e não havia agora um arco-íris no céu, um arco-íris não para encantar, mas para despertar em cada um a arte de observar e advertir para o detalhe de que nele uma cor não pode faltar, mas sim não ser vista.
O melhor dessa história é que o que encanta ainda está lá em algum lugar e poderá ser visto, e outra vez encantará, talvez em uma manhã ou quem sabe a tarde, mas nunca em uma determinada noite.


Bom pessoal, espero que tenha curtido. Eu achei ele singelo e simples... me trouxe uma reflexão de nosso poder de percepção e do que queremos enxergar e para onde nossos pensamentos podem nos levar. 

Se você tem um texto, poesia, frases inspiradoras de sua autoria e queira dividir com o blog e os demais leitores, podem me enviar um e-mail, que irei postar com os devidos créditos. E-mail: diana.canaverde30@gmail.com. Assunto: Suas Escrituras.

Xero no coração de todos!

9 comentários

  1. Nossa que legal você abrir espaço para as pessoas divulgarem seus textos, parabéns.
    Gostei bastante. Nos faz pensar o texto em si.

    Beijos

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  2. Saudações literárias! Adorei o conto! Merece mais contos aqui no blog hein! Favoritando o seu blog hehehe.

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  3. Bacana o texto do Márcio, Diana. Acho que a vida tá tão corrida que é muito fácil a gente sair e seguir nossa rotina sem observar as coisas ao nosso redor. São tantas tarefas e afazeres que não notamos as coisas, deixamos a vida passar muitas vezes.
    E eu tb nunca parei pra contar se são sete mesmo as cores do arco-íris rsrs. =P
    Bjo
    www.viciadosemleitura.blog.br

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  4. Olá!!

    Não conhecia o autor, gostei muito se conhece rum pouquinho dele!
    Gostei ainda mais da sua forma de post, de trazer esse conto e abrir para que outros autores façam o mesmo!!

    Bjus
    Blog Fundo Falso

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  5. Interessante o texto, falando sobre a importância de dar o devido valor a cada momento. Ao menos foi assim que o interpretei.
    Parabéns por ter criado este espaço.

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  6. Oi, não conhecia o autor, mas achei o texto muito legal. Vou pesquisar mais sobre ele.

    http://mysecretworldbells.blogspot.com.br/

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  7. Oie
    que legal o texto, muito gostoso de ler e era o que eu precisava, é sempre bom ler essas coisas de vez em quando, bom post

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  8. SENSACIONAL ♥
    Não conhecia o autor, mas carambaaa ele escreve muuuito bem, gostaria de ver mais contos dele aqui, adorei esse, muito reflexivo, infelizmente isso é bem comum, não notamos mais o que vivemos todos os dias.
    "o que encanta ainda está lá em algum lugar e poderá ser visto, e outra vez encantará " Eu amei essa parte

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  9. Oi..
    Não conhecia o autor e gostei muito do texto..
    é bem legal vc abrir espaço para autores por aqui..
    abraços.

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