Resenha #336 - Anjo Mecânico - Cassandra Clare


Título: Anjo Mecânico
As peças infernais
Autor(a): Cassandra Clare
Editora: Galera
Páginas: 392
Nota: 5/5

O anjo não era maior do que o dedo mindinho de Tessa, era uma minúscula estatueta de bronze com asas metálicas dobradas, não maiores do que as de um grilo. Tinha um rosto delicado de metal com pálpebras fechadas e forma crescente e mãos cruzadas sobre uma espada na frente.
Finalmente comecei a ler As Peças Infernais, depois de tanta demora -o que me arrependo profundamente- comecei a ler este livro viciante e entrei novamente no mundo dos Caçadores de Sombras.

Só que este livro é diferente, porque ele acontece anos antes da série Os Instrumentos Mortais, para quem já leu toda a série, vai recordar dos sobrenomes e perceber um pouquinho algumas famílias e alguns integrantes principais que compõem a obra perfeitamente. 

Confesso que eu tive medo de não curtir a história, mas Cassie é Cassie e não deixa seu leitor viciado na mão. E eu amei cada página que li, como eu gostei dessa história, como foi bom ver o lado do antes de tudo, o que posso dizer é que já quero logo pegar meu Príncipe Mecânico.

Tessa Gray está com seus 16 anos e, mesmo parecendo uma pessoa muito frágil, se mostra alguém de uma coragem que traz brilho aos olhos. Ela precisa cruzar  o oceano para chegar à Londres Vitoriana e encontrar seu irmão mais velho Nathaniel. Infelizmente com a morte de sua tia Harriet, ela se vê sozinha e quando recebe a carta de seu irmão com a passagem rumo a Londres, não pensa duas vezes e vai.

Tessa passa a viagem inteira sonhando como será sua vida em Londres ao lado de seu irmão, que parece muito bem de vida e poderá ajudá-la inicialmente, pois ela é ainda uma moça e precisa desta proteção. Mas, as coisas não saem como ela imaginava, pois ao desembarcar, ela é sequestrada pelas irmãs Black e Dark. Tessa se vê obrigada a ceder, porque no momento do sequestro, descobre que seu irmão está em cativeiro também e ela precisa salvá-lo.
As irmãs já estavam lá, como sempre, sentadas atrás da enorme escrivaninha. Coloridas como de costume, a sra. Black usava um vestido rosa-salmão vibrante e a sra. Dark, um vestido azul-pavão. Sobre os cetins coloridos brilhantes, os rostos eram como balões cinzentos e vazios. Ambas usavam luvas apesar do calor.
Ainda em seu cativeiro, Tessa descobre que não é tão humana como sempre acreditou que seria, ela tem um poder peculiar e que foi desenvolvido sob pressão pelas irmãs sombrias, afim de impressionar, seu futuro marido: O Magistrado.

Só que Tessa não permanece presa por muito tempo, pois logo ela é resgata por Caçadores de Sombras e  fica abrigada no Instituto de Londres. O esconderijo de Tessa agora, a protege parcialmente, pois depois de fugir das irmãs sombrias, o Magistrado fará qualquer coisa para tê-la em seu poder, afinal, o poder de Tessa é bem incomum e ele a quer a qualquer custo. E utilizará de forças além do esperado, com a ajuda de máquinas estranhas e humanoides.
-Peço desculpas por isso. Não é sempre que trazemos alguém do Submundo para o Instituto, ou alguém que não seja Caçador de Sombras. Representa um grande risco para nós. Tínhamos que ter certeza de que não era perigosa.
Prepare-se porque nesta leitura acontece de tudo e você não fica parado em nenhum momento, pelo contrário sua mente viaja com a mesma frequência dos acontecimentos.

Mais uma vez Cassie me surpreendeu com suas histórias e o mundo dos Caçadores de Sombras e tudo que os constituem. Desta vez temos uma mocinha nada comum, que parece indefesa, mas é dona de um grande poder e o melhor que ela é do submundo, isso me preencheu de maneira absoluta, porque se fosse o contrário, já ia achar tudo muito semelhante ao inicio de Os Instrumentos Mortais e ficaria frustrada. 

O enredo te prende do início ao fim e você se vê viciado em tudo que acontece, imagina-se até nas batalhas e lutando com eles. 

Eu gostei muito do universo criado por Cassie, nesta época vitoriana, onde as mulheres vestiam vestidos lindos, mas as caçadoras de sombras, podia usar calças e entre personagens desagradáveis, podemos encontrar, personagens tão queridos e se apegar a eles. Mas, Cassie não é tão boazinha, ela mata, ela machuca e nos faz sentir o pesar e a alegria em que os personagens passam no decorrer da leitura.

Não quero falar de alguns personagens, porque posso contar algum spoiler para quem ainda não leu, mas amei todos os que apareçam, desde os humanos que possuem a visão de ver Os caçadores de Sombras, como os protagonistas e os secundários, pois todos foram bem desenvolvidos e cada um com sua personalidade que faz você amar, odiar ou sentir só desprezo. Só preciso citar um que eu amo e que não adianta, porque onde ele aparecer, eu sempre vou querer falar dele que é o Magnus. Ele é perfeito e eu adoro seu jeito de ser e encarar as coisas. #prontofaleidemais


A diagramação do livro, apesar da capa ser cheia de brilhos (efeito holográfico) é simples. As folhas são amareladas e a fonte em um tamanho médio, completamente confortável e de fácil entendimento. Encontrei raríssimos erros de revisão, então nada atrapalhou a leitura, apenas comecei e quando percebi, finalizei querendo muito mais. Devido o tempo em que comprei o livro, alguns brilhos já saíram da capa, mas nas orelhas eles permanecem firmes e fortes rs.

Embarquem na trilogia As Peças Infernais, até mesmo você que não leu Os Instrumentos Mortais, a história é maravilhosa, te prende, tem aventura, um pequeno teor de romance, mas a relação de amizade é forte e a certeza de que muitas vezes você pode se pegar prendendo a respiração. Eu amei, simplesmente amei!!!! 
-Seja como você for fisicamente - disse ele -, homem ou mulher, forte ou fraco, doente ou saudável, tudo isso importa menos do que o que há em seu coração. Se tiver a alma de um guerreiro, você é u guerreiro. Independentemente da cor, da forma, do tom que a envolve, a chama do lampião permanece a mesma. Você é essa chama.

Xero no coração de todos!!!!!
**Apoiem os influenciadores literários**

Resenha #335 - Hannah - Bruno Godoi


Título: Hannah
Autor(a): Bruno Godoi
Editora: Amazon
Páginas: 80
Nota: 5/5

**Por Verônica Nielsen**


Olá! Tudo bem com vocês?

Hoje trago mais uma vez, o projeto "O Escritor do Calendário" do autor Bruno Godoi, com o conto referente ao mês de Fevereiro, lembrando que o intuito do projeto é publicar 12 histórias diferentes, uma por mês.

É sempre bom reforçar para quem ler,  ao final da leitura dar as estrelinhas correspondentes sobre o quanto gostou da leitura e uma resenha, ou comentário com suas impressões na Amazon, pois isso ajuda e muito o autor, e caso queiram sugerir algum tema para um futuro conto, pode deixar nos comentários.

E vamos para a resenha!
Meu nome é Hannah, sou doutora em astrofísica, doutora em cosmologia, física teórica, coordenadora do projeto Uma Nova Esperança e criadora da Máquina da Vida; na Terra eu fui uma mãe ausente, uma mulher solitária e a cientista mais brilhante de meu povo, e precisei sair do planeta para encontrar uma forma de vida longe no espaço que me mostrou o verdadeiro sentido da nossa vida na Terra.
O mundo em que vivemos foi contaminado por um vírus causado pelo mosquito bem conhecido atualmente que é o Aedes Aegypti, porém ele está mais avançado do que nunca, e é o causador da Febre Lousion, uma doença totalmente destrutiva e mortal.
...uma doença sem precedentes causava uma destruição lenta, dolorida e total do corpo humano, transformando a pessoa numa espécie de criatura abissal, semelhante aos animais das fossas oceânicas. Apele endurecia em lâminas sobrepostas, criando escamas; o cérebro inchava até romper o crânio; cistos nodosos se formavam pela testa; a boca alargava até expor a raiz dos dentes; lábios endureciam, trincando e criando ondulações de queloides. O último estágio era o momento da morte, quando a vítima atingia o máximo de abertura da boca, morrendo como se estivesse rindo.
Devido à poluição e o calor, a única região brasileira que se tornou habitável foram a Amazônia e o Pantanal, porém não foi toda a população saudável que foi para lá, mais uma vez o egoísmo humano falou mais alto, e somente pessoas escolhidas a dedo puderam entrar.
Enquanto se isolavam, deixando milhões perecerem, trabalhavam dentro da fronteira na salvação do planeta. Matamos o mundo, deixamos pessoas morrer e nos salvamos com uma promessa de trazer o equilíbrio para todos. Irônico.
Hannah, como já foi citado acima, é uma cientista notória, tem uma personalidade marcante e prática, por muitas vezes se mostra fria e calculista, mais ao seu jeito torto ela se importa com toda a humanidade.

Em certo momento ela conhece outra cientista – Ingrid e sua equipe, e vê a possibilidade de exterminar a peste que invadiu um mundo, salvando quem ela ama e todos do planeta com um plano inteligente, porém totalmente arriscado: Uma viagem ao passado para alertar os cientistas sobre a catástrofe que estava por vir.
Só havia uma forma de salvar a Terra, levando Ingrid comigo. Reescrevi todo o projeto para apresentar ao mundo a nova missão: A Última Esperança.
Porém nada foi assim tão fácil como parecia ser, e erros estúpidos causaram danos gigantes.

Eu sei que o autor fez este conto em uma noite, e é incrível lê-lo e imaginar que um texto tão complexo e grandioso, mais que ao mesmo tempo é tão fluido e de fácil entendimento possa ter sido feito em tão pouco tempo. A cada desafio lançado o Bruno está mais confiante e quem o acompanha desde seus primeiros livros, consegue ver o grande amadurecimento da sua escrita, e ele está de parabéns.



A diagramação do livro, como é e-book, segue as regras estabelecidas pela Amazon, eu particularmente gosto muito da capa, por ela transmitir um empoderamento feminino e foi feita pela Graziele Maximiliano.

Hannah é uma ficção-cientifica aonde o futuro, não é algo inimaginável, pelo contrário. Afinal a evolução deste mosquitinho que visivelmente parece tão insignificante como o Aedes Aegypti, já ocorre atualmente, levando muitas pessoas a morte. E sua proliferação ocorre principalmente devido a atos humanos, o mosquito pode ser o causador da morte, mais o grande culpado é o ser humano, que mesmo sabendo das prevenções a serem tomadas, ignoram e permanecem acumulando lixos com águas paradas, um dos grandes fatores que auxiliam na criação deste inseto.  E o vizinho que se previne, muitas vezes pode ser o inocentemente contaminado.

Fora todo o desrespeito à preservação da natureza, que já nos afeta hoje e é fato que nos afetará cada vez mais. Eu fico muitas vezes pensando, em quantas e quantas vezes nos deparamos com noticias que no dia x o mundo acabará devido a um meteoro que cairá na Terra, mas se for parar para pensar, a derradeira para o fim ocorre todos os dias, quanto jogamos lixo nas ruas que vão de encontro ao rio, quando cortamos uma árvore, quando a pele de um animal indefeso é arrancado por pura vaidade, ou um ser vivo é extinto devido a caça, pelo puro prazer de matar. Nosso ar a cada dia que passa, se torna mais poluído, graças aos agentes tóxicos que jogados na atmosfera, e nossa água está acabando devido ao uso exagerado.

Os humanos são os grandes causadores da extinção da raça humana.

Obrigada a todos e até a próxima resenha!

Parceria: Mundo Uno Editora



Olá pessoas, tudo bem?

É com um imenso prazer que hoje venho com uma notícia maravilhosa. O Blog Minhas Escrituras, agora é parceiro da Mundo Uno Editora. Estou muito feliz com essa nova parceria que tanto queria. Agora que somos parceiros teremos sempre novidades e resenhas pra vocês com muitas indicações de livros, então fiquei ligados.


Somos uma jovem editora que chega ao mercado com o objetivo de oferecer entretenimento de qualidade nas áreas de fantasia, ficção, aventura e romance. Nosso foco é a rica e talentosa nova geração de autores nacionais, que vêm, dia a dia, demonstrando a excelência de nossa literatura. Através de uma criteriosa avaliação e revisão dos originais recebidos, a Mundo Uno gradualmente seleciona obras destinadas a integrar o imaginário de toda uma geração de leitores.
Nosso objetivo – e ambição! – é levar jovens de todas as idades a conhecer novos mundos, personagens incríveis, realidades fantásticas e lugares extraordinários.

Sempre disseram que ela não pertencia àquele lugar. Não sabiam o quanto estavam certos!
Ela era diferente, todos sabiam disso. Todos viam isso. Chorar, rir, sofrer por amar silenciosamente o melhor amigo e não ser correspondida, isso é normal para uma adolescente de 16 anos. Ter olhos lilases, ser chamada de aberração e ser perseguida por desastres, não. No entanto, a vida de Anabelle muda radicalmente quando seu pai, de quem herdou os estranhos olhos lilases, diz quem ela verdadeiramente é. Estará Anabelle preparada para aceitar tamanha reviravolta, e aceitar que nunca foi e nunca será normal.

Meu nome é Sarah Wainness, mas este nem sempre foi o meu nome. É apenas mais um, entre tantos que já tive. Minha infância foi feliz e simples, como a de qualquer criança da minha idade e do meu bairro em Karnobat, Bulgária. Éramos uma família de cinco irmãos, incluindo eu. Papai, um homem muito bom, enérgico e religioso, frequentava a sinagoga, enquanto mamãe trabalhava em casa, cuidando de tudo e de todos nós. Após recebermos uma herança de um tio falecido que morava em Berlim, mudamos para lá e, ao chegar, deparei-me com uma realidade totalmente diferente da que eu conhecia. Meus sonhos desabrocharam em contato com a cidade. Um deles, tive que manter em segredo: eu queria ser bailarina. Sempre pegava as roupas da mamãe, escondida, e rodopiava no fundo do quintal, vendo tudo ao meu redor mudar. Isso me fazia feliz. Mas, um dia, meus sonhos desmoronaram e minha vida mudou completamente: os nazistas invadiram nossa casa, e fui levada para um lugar de prostituição.
Meu nome é Sarah Wainness, e já morei no Beco da Ilusão.
SERAFINE DELAY ERA UMA GAROTA COMUM…
À sua maneira. Sua vida na sossegada Vila do Sol muda bruscamente numa noite, quando sua décima oitava primavera era festejada; um ataque acaba forçando-a a fugir desesperadamente de monstros sanguinários e imbatíveis. Por algum motivo para lá de insano, tais criaturas queriam sequestrá-la!
E enquanto mergulha de cabeça no universo mágico de Warthia e começa a entender a ligação de suas marcas com a história daquele mundo, Serafine descobre-se numa surpreendente situação: seu destino está traçado. Uma antiga profecia clama por seu espírito, e uma difícil jornada deve começar. Na companhia de um belo e rude espadachim, uma simpática garota de orelhas pontudas e um felpudo guerreiro belicoso, Serafine deve ingressar numa viagem de perigos desconhecidos, que se inicia no Norte daquele vasto continente, treinando para derrotar àquela que vem das Trevas para tudo devastar.
Os Mistérios de Warthia devem ser desvendados, e Serafine é a única capaz de fazê-lo.
E se você descobrisse que a Terra guarda grandes segredos?
E se esses segredos fossem poderosos o suficiente para modificar o rumo de nossas vidas?
A aventura dos Melbourne continua de forma avassaladora. Os conflitos se entrelaçam e emolduram um quadro muito maior, e muito, muito pior do que acreditávamos ser! Agora, mais do que nunca, um único erro pode levar todas as raças da Terra ao caos total. Nunca o destino exigiu tanto de nossos personagens. Perigos inimagináveis permeiam a escuridão do oceano, nossos mais profundos pensamentos não estão mais seguros. O bravo Cisne talvez não resista até o fim da jornada.
Conflitos serão elevados a patamares que você nunca ousaria imaginar. Está preparado para experimentar o melhor que Eleonor Hertzog já apresentou?

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Desejo uma excelente semana a todos!!!
Xero! 

Resenha #334 - Silo - Hugh Howey


Título: Silo
Autor(a): Hugh Howey
Editora: Intrínseca
Páginas: 512
Nota: 3/5

**Resenha por Verônica Nielsen**

Olá tudo bem com vocês?

Esta resenha faz parte do #Desafio12MesesLiterarios, e o desafio do mês de Março foi ler um Romance escrito por homem.

Resumindo este livro em duas palavras sem sombra de dúvidas as palavras que vem na minha mente são: decepção amorosa.

A qual vocês podem estar se perguntando:

-É um livro de drama? 
Não galera não é...

-É um romance daqueles bem romântico?
Também não...

A decepção amorosa foi na verdade minha com este livro. Digo isso porque quando eu li a respeito do mesmo eu fiquei completamente apaixonada e desesperada por ele, o comprei fora de promoção e em época de lançamento - ou seja - ele foi bem caro, mais eu paguei cada centavinho com muito gosto.

Eu demorei muito pra começar a leitura porque soube que o segundo não tinha previsão de sair e na minha concepção da época, eu não iria sobreviver sem ter o próximo para ler.

Passou se um tempo e outros amores surgiram e Silo foi ficando esquecido na estante, até que um certo dia bati o olho nele e a paixão novamente voltou a tona.

Uma paixão em vão...

Silo é uma distopia, narrada em um mundo pós-apocalíptico em que o ar é extremamente nocivo a humanidade - por motivos que não foram explicados nesse livro. Para sobreviver, as pessoas moram em um Silo enorme, com 144 andares, separados por setores, como por exemplo - A maternidade, o TI, a Mecânica, Prefeitura, Delegacia, entre outros. Esses que eu citei são os mais abordados. E tudo que se precisa para viver está dentro dele.

Para ter acesso a esses setores você tem que ter muita disposição e perna, porque o acesso é feito por escadas que fizeram o meu sedentarismo me deixar cansada só de ler.

A história começa com uma limpeza, que é o mesmo que uma pena de morte. Os condenados devem se retirar do Silo para fazer a limpeza dos sensores e acabam se sufocando com o ar tóxico e é exatamente o que acontece com o atual xerife do local - o Holston. Porém, o que o difere dos demais "limpadores" é que ele não foi condenado, na realidade ele foi por vontade própria.

Devido a esse fato a prefeita Jahns, desce até o setor da mecânica, para recrutar a pessoa que ela considera apta para ocupar o novo lugar de xerife e esta pessoa é Juliette. 
Para começar, tinham conseguido seu xerife: uma garota intrépida das profundezas que parecia tão confiante e inspiradora quanto Marnes havia prometido.
Porém essa "descida" em busca de Juliette durou exatamente noventa e uma páginas para acontecer, e o livro ficou muito chato.

Juliette aceita o desafio proposto pela prefeita, porém ela não estava pronta para as mortes suspeitas que começaram a ocorrer após sua posse.
Levou um instante para que ela se desse conta, de que estava diante do segundo cadáver que via na vida. Então, quando se sentou, suando, à espera do médico, ela se perguntou se aquele seu novo emprego não seria o último.
E assim Jules se viu presa a uma rede de corrupção, mortes, trapaças e intrigas.
Juliette abriu a mensagem na tela e leu rapidamente, sem acreditar no que via. Com certeza aquela não era a rotina do empregado. Com certeza as pessoas não morriam com tanta frequência. Ou será que ela apenas não sabia disso antes, quando ficava com o nariz enfiado em engrenagens ou embaixo de depósitos de óleo?
Não foi a toa que Jules foi escolhida para o cargo, ela tem realmente no sangue a curiosidade de ir atrás de respostas e de justiça. Mas, ela não é forte suficientemente em questões de poder, para resolver tudo sozinha, e acaba sendo direcionada para a limpeza também.

Mas, esse não é o fim de Juliette, é apenas o começo de tudo.
Estamos vivendo um levante.
Eu posso dizer que Silo, é um livro com um enredo muito bom, mas que em diversos momentos se torna extremamente cansativo. São mais de 500 páginas que se o autor não  enrolasse tanto, poderia ser reduzido para umas 300 páginas e o livro ficaria maravilhoso. Eu por muitas vezes tive vontade de abandonar a leitura, mas aí ocorria algo muito bom em algum capítulo e me motivava a continuar.

Porém, mesmo assim teve partes que eu simplesmente tive que pular porque eram totalmente desnecessárias e me faziam ficar desconcentrada imaginando se tinha algo bom na geladeira, ou se algum capítulo das séries que eu gosto já estava disponível. E isso é muito frustrante, mas infelizmente eu não consegui me conectar a esse livro como eu queria. Decepção amorosa das grandes hahahaha.

Silo é uma trilogia, aonde o próximo se chama Ordem e não é uma continuação. Nele é explicado o começo de tudo e resolve as pontas soltas deixadas neste livro. Vi alguns trechinhos de resenhas que falaram muito bem dele, e que ele é infinitamente melhor que o Silo, mas eu vi também muitas resenhas positivas do Silo e eu não consegui sentir nem uma virgula do que alguns sentiram, e sendo assim não tive ânimo sequer de ler a prévia que contém no meu livro.

Um dia lerei? Não sei. Talvez, se o encontrar em e-book bem baratinho.



Em relação a diagramação, eu acho a capa desse livro super chamativa, com cores fortes em vermelho, amarelo, preto e laranja que me remetem a fogo e destruição  (e usei post it laranja para combinar - sou dessas hahahaha). As páginas são amareladas, as letras são de um tamanho normal e não localizei erros de revisão.

Por hoje é só, e fico aguardando mensagens de incentivo do tipo: "não fica assim", "outro amor virá", "ele não te merecia" e afins, enquanto sofro minha decepção amorosa em um pote de sorvete - se quiserem me enviar brigadeiros, ficarei muito feliz.

Até a próxima resenha!  


Divulgando: Blog Cantinho para Leitura

Olá pessoas, tudo bem??

Finalmente consegui voltar com o divulgando, para quem não acompanhou a primeira postagem que fala do projeto, podem clicar AQUI.

Neste projeto vou falar sobre os blogs que acompanho e que admiro o trabalho, então nestas postagens vocês poderão conhecer um pouco de quem está por trás de tudo.

Hoje vou falar do blog Cantinho para Leitura, da minha querida amiga Cila. Ela é uma das pessoas mais especiais que o mundo virtual me trouxe e mantemos uma amizade maravilhosa. Nós ainda não tivemos a oportunidade de nos conhecermos pessoalmente, mas sei que isso um dia vai acontecer. Eu creio!



1-O que te levou a criar o blog?

R- Eu sempre devorei os livros da biblioteca da escola e depois passei para os livros da biblioteca do meu bairro. Mas por conta do trabalho e dos estudos, fui obrigada a me afastar da leitura apenas por prazer e me vi dedicada à leitura técnica. Mas uma amiga querida, que é escritora, me apresentou ao site do Skoob e foi como voltar para casa. Não consegui resistir. Precisava fazer parte do universo da leitura que é a Blogosfera. Assim nasceu o Cantinho para Leitura. 

2-Quando começou seu interesse pela leitura? Teve incentivo da família?

Minhas lembranças mais remotas me levam a três livros: Meu Pé de Laranja Lima, O Menino do Dedo Verde e Marcelo, Marmelo, Martelo. Histórias que me marcaram de alguma forma e que guardo comigo até hoje. Mas não consigo me recordar da primeira leitura que fiz e se tive alguma motivação.

3-Qual o tipo de livro que gosta de ler.

Você me ganha fácil com livros de ficção científica, ou aqueles que versam sobre o tema de viagem ao tempo, maldições ou profecias, mansões mal assombradas com passagens secretas, ou que tenham piratas e dragões. Ah, sou apaixonada por vampiros e lobisomens, risos...
Eu também sou mega curiosa, cresci lendo histórias policiais, então não resisto a um bom mistério.
Mas quem me conhece sabe que sou uma romântica incurável. Amo os contos de fadas e todos os tipos de romances, exceto os eróticos. E como toda pisciana sou uma sonhadora!!!!!! Por isso mergulho de cabeça nos enredos de aventura e fantasia. 
Agora, existe um assunto que me fascina: a natureza humana!!!! Por isso estou sempre procurando por distopias e Thriller psicológicos.
Acho que era mais fácil ter me perguntando o que eu não gosto de ler, risos...

4-Como você se inspira para compor as suas resenhas?

Eu escrevo o que sinto ao ler o livro. Ele é a única estrela, a única inspiração.

5-O que você está achando sobre a nossa literatura nacional? Está crescente, ainda tem muito caminho a prosseguir?

Di, eu não faço distinção entre livros nacionais e estrangeiros. Eu só procuro por histórias. Por isso não tenho muita noção sobre o mercado específico dos nacionais. E não trabalho na área. Não saberia dizer. Mas admiro todos aqueles que não desistem dos seus sonhos. Considero a escrita um dom e acredito que os livros mudam vidas!!!!! Por isso torço e apoio os escritores sejam nacionais, ou não.

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Espero que tenham curtido.
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Resenha #333 - A Garota do Calendário - Maio - Audrey Carlan


Título: A Garota do Calendário - Maio
Autor(a): Audrey Carlan
Editora: Verus
Páginas: 144
Nota: 4/5
Classificação +18


Lentamente, inspirei e apoiei a cabeça no encosto, desfrutando do silêncio com a minha melhor amiga. Não precisávamos conversar; isso era o que fazia de nós melhores amigas perfeitas. Ficávamos confortáveis no silêncio compartilhado.
Neste mês de Maio, Mia vai trabalhar como modelo no Havaí. Lá ela conhecerá o Tai, um dos homens mais lindos e impressionantes que ela já viu e não só nessa temporada em que está trabalhando como acompanhante de luxo, mas da vida. As suas tatuagens tribais a deixaram impressionada, elas cobrem o lado esquerdo do seu corpo, do ombro ao tornozelo.

Ela foi contratada para estrelar em uma campanha de moda praia, que celebra todos os tipos de corpos e visuais. Com suas formas avantajadas, Mia será a modelo principal da campanha. 

Neste volume, Mia descobrirá o verdadeiro valor da amizade e da família. Ela passará uma semana com sua melhor amiga e irmã neste lugar paradisíaco. Ela conhecerá o melhor sexo de sua vida com Tai. E a campanha será levada a sério por ela.
A câmera clicou rapidamente e ele olhou para mim. Não, ele não olhou para mim. Seus olhos procuraram os meus através de quase dez metros entre nós. Olhos castanhos, da cor do mais profundo e escuro grão de cacau, crepitaram enquanto me observavam por inteira.
Não dá para falar muito, sem contar spoilers, mas o que posso dizer é que mesmo tendo uma primeira cena que não gostei, a leitura foi muito boa.

A descrição de alguns costumes do Havaí, fizeram total diferença na história e eu gostei muito de saber um pouco mais de outra cultura.

Mia continua crescendo e a cada volume é perceptível. Volto a dizer que estes livros não são de suspirar, mas apenas para entreter, principalmente se você sai de uma leitura muito pesada. É hot, mas eu acho bem leve se comparado com uns que tem por ai, mas vai do grau de gosto mesmo de cada leitor.

Eu gostei muito deste mês, porque temos mais história, mostra mais a vida de Mia e a sua relação de amizade com sua amiga Gin e os cuidados que ela tem com sua irmã. No fundo esse trabalho é por seu pai e para proteger a sua irmã. Pois ela cuida dela desde muito pequena e assumiu essa responsabilidade após o abandono da mãe.

Eu gosto muito da forma como ela fala de Mandy (sua irmã) e como ela tenta cuidar dela da melhor maneira que ela pode, mesmo ela já sendo uma garota de 19 anos. Ela quer que ela seja alguém na vida e que estude para isso.


A diagramação do livro continua simples e a variação de cores de cada capa também. Eu não curto a cor verde, mas esta ficou bem legal na capa devo confessar. As páginas são amareladas e um pouco grossas, mas o livro não pesa. A fonte em um tamanho médio de fácil entendimento. A leitura é feita de maneira bem rápida.

As relações de amizade aqui são bem descritas e é nítido como o carinho familiar por parte da família de Tai, é gostoso de se ler.

Então eu continuarei lendo a série com muito carinho e me divertindo imensamente com as peripécias de Mia.

Um homem como Tai Niko fazia uma mulher como eu, de um metro e setenta e três e um curvilíneo manequim quarenta dois - beirando o quarenta e quatro [...] - se sentir minúscula. Eu adorava me sentir pequena.
Xero no coração de todos!!!

Entrevista: Andrea Killmore - Bom dia, Verônica [Darkside]

Imagem retirada do site da editora.

Olá leitores, tudo bem?

Para quem leu a resenha de Bom dia, Verônica, sabe o quanto eu e a minha amiga Verônica gostamos de ler este livro e dividimos com os leitores do blog as nossas impressões.

Darkside, percebeu o quanto os leitores ficaram curiosos pelo fato da autora está com sua identidade sob segredo, para se preservar. Mas, que os leitores que amaram a história, queriam saber um pouco mais sobre ela. Então, pensando nisso, essa editora linda e maravilhosa trouxe uma entrevista exclusiva com à autora e eu a louca e fã resolveu compartilhar com todos vocês. Lembrando que as perguntas foram feitas pelos fãs, que bombardearam a editora de perguntas.

"Tudo é verdadeiro dentro de mim.
Tudo é ficção fora de mim."

Andrea Killmore é claramente um pseudônimo. Por que você se esconde atrás de um personagem fictício?
R. Eu não me escondo; me protejo.

O que aconteceu com você para que hoje precise viver no anonimato?
R. Se eu contar, o anonimato acaba. Na época, foi público e notório. E foi suficiente para que essa decisão fosse tomada. Esta é a minha chance de começar de novo, do zero, como uma página em branco. E eu a agarrei com todas as forças.

Por que você decidiu escrever essa história? Qual a função da literatura na sua vida hoje?
R. Sou uma pessoa muito fechada e vivo sozinha. Minhas companhias são as leituras, os filmes e as séries. Evito ficar na internet. Escrever veio de forma natural, começou como passatempo. Hoje em dia, é libertador. A literatura permite que eu decida o final da história, o que já faz toda a diferença. Além disso, me ajuda a refletir sobre as escolhas que fiz na vida. Só quem não viveu o pior julga rápido demais.

A protagonista Verônica é uma mulher. O que vocês têm em comum? Ela seria seu alter ego?
R. Temos muito em comum, mas somos muitas mulheres representadas em Verônica. Mulheres batalhadoras, de carne e osso, precisando se equilibrar entre a luta diária para vencer na vida e os quilinhos a mais na balança. Verônica sou eu, mas também é uma parte de todas as mulheres que conheço. Cada uma que se encontre ali, no melhor e no pior.

Você pode nos contar o que tem de verdadeiro na história?
R. Tudo é verdadeiro dentro de mim. Tudo é ficção fora de mim. Por enquanto, essa resposta deve bastar.

O que você pretende transformando em livro uma história que pode colocar sua vida em risco?
R. Aprendi a viver com o risco, escrevendo ou não. O risco nunca vai passar, ele existe de qualquer maneira. Escrever me resgata do sofrimento; enfrentar o medo me fortalece. A ideia de Bom dia, Verônica sempre esteve comigo. A claustrofobia da Caixa, o modus operandi do serial killer, os dramas de mulheres como Marta e Janete... Eu as invento, e assim me reinvento a cada passo delas.

Como você chegou até a editora DarkSide Books e como os convenceu a editar seu livro? 
R. Ganhei um livro da DarkSide de um dos raros amigos com quem mantenho contato e me apaixonei pela editora. Escrevi Bom dia, Verônica em dez meses e precisei de mais um tempo para ter certeza de que queria mesmo que o livro chegasse ao mundo. Eu precisava me manter em segredo e sabia que muitas casas editoriais não poderiam me oferecer o anonimato. 
A maioria das editoras trabalha com o marketing ostensivo da imagem do autor, essa é a verdade.
Decidi arriscar. Pedi que meu advogado enviasse um e-mail a DarkSide com o arquivo de Word em anexo e explicasse minha situação. Meses depois, eles retornaram com um “sim”. Vieram com poucas perguntas e muitas respostas, o que é melhor do que o contrário, e aceitaram minhas limitações. Segundo meu advogado, o único que mantém contato direto com eles, meus editores são meninos discretos e eficientes, apaixonados pela história de Bom Dia, Verônica. Eles colocaram meu livro nas mãos de pessoas como Glória Perez, Ilana Casoy e Paulo Lins. Como vocês devem imaginar, estou bem feliz.

Imagem retirada do site da editora.

Quais são suas maiores influências?
R. Atualmente, passo boa parte do meu dia assistindo a seriados policiais. Adorei True Detective, The Fall, Hannibal e Breaking Bad. Já era fã de todos os Law and Order e dos antigos e famosos detetives da TV, como o Columbo e Kojak. Leio muitos autores de mistério também. Adoro Gillian Flynn, Agatha Christie, Allan Poe, os livros do Michael Connelly, do Jeffery Deaver, que escreveu O Colecionador de Ossos, e do Thomas Harris, criador do Hannibal Lecter... No Brasil, adoro o Rubem Fonseca. Bebo muito da ficção, mas minha maior influência é a vida real.

Quem você gostaria de ter prendido e não prendeu?
R. Eu adoraria ter trabalhado com as equipes policiais da Lava Jato. As primeiras, que descobriram o fio da meada.

Do que você se arrepende?
R. São tantas coisas que não caberiam em um só livro. Mas a mágoa é a marcha-ré da vida, então...

Por que você escolheu um pseudônimo americano?
R. Porque o pseudônimo já diz tudo. É um prenome masculino e feminino, mostrando os dois lados de todos nós, e um sobrenome que diz a que veio. Simples assim.

Bom Dia, Verônica acaba, mas não termina. E você, vai continuar?
R. Já tenho tudo na minha cabeça. É só a DarkSide me chamar!

Quando você escreve um capitulo cruel como tantos nesse livro, isso não te deprime?
R. Na ficção tudo é permitido e na literatura o mal e o bem não existem. Existem boas ou más histórias, só isso.

O que você responderia para quem te acusa de estar fazendo uma jogada de marketing se escondendo?
R. Eu ofereceria um passeio pelo meu passado, se isso fosse possível.

Bom meus queridos leitores, ai está um pouco sobre a minha querida autora... que ela use pseudônimo para se preservar, mas que continue escrevendo histórias fortes e deliciosas para nós... Eu apoio que a Darkside não demore a trazer mais escritos dela. #ficaadica

Xero!