Resenha #322 - Cidade Banida - Ricardo Ragazzo


Título: Cidade Banida
Autor (a): Ricardo Ragazzo
Editora: Planeta
Páginas: 384
Nota: 5/5
Favorito!

O fogo se alastrava pelas longas cortinas brancas trazendo uma fumaça negra para dentro do enorme hall sustentado por uma dúzia de pilares de mármore. O cheiro queimado começava a inebriar os sentidos da garota que lutava para conseguir chegar à escada que levava até o andar superior.

Olá pessoas, tudo bem?

Hoje eu venho com a resenha do primeiro livro que li em 2017 e quero dizer que já comecei bem o ano!!! Primeiro porque o livro é nacional e segundo porque a leitura foi massa demais!!! 

Depois que finalizei a leitura, fiquei meio absorta na história. Ricardo veio pra dizer que é muito bom no que ele faz e escreve uma distopia como ninguém, ou seja, derruba muitos estrangeiros por ai e eu não falo isso por hipocrisia não, porque leio sim os estrangeiros e tenho os meus preferidos, o que quero dizer é que o livro é tão bom quanto!!! 

Após séculos de guerra, grande parte da população foi dizimada. Os habitantes da terra ficaram em pequena proporção. Teve vários empecilhos que acarretou este fato, mas o maior de todos, foi da natureza. Isso não foge muito de nossa realidade, onde os ambientalistas e cientistas sempre falam pra tomarmos cuidado, mas a natureza humana só quer usufruir até ficar um bagaço e depois não ter para onde correr.

Com toda essa loucura de exposição a radiação, ao longo dos anos, alguns seres humanos começaram a desenvolver habilidades psíquicas bem poderosas e confesso que bem assustadoras. Esse seres passaram a se chamar de "cognitos", e como sabem quando esse tipo de poder começa, a ambição vem junto e isso resultou mais uma guerra, dizimando 99,99% da população terrestre. Os poucos que sobreviveram passaram a ser governados por Di-Baid na Cidade Soberana de Prima Capitale. 

Esse novo governo era forte e agia com pulso firme. Eles não queriam que os erros do passado voltassem a acontecer, por isso para garantir o controle, um casal poderia ter apenas um filho. Após o nascimento, esse filho passaria meio que por um teste e seria colocado numa espécie de câmara chamada "Glimpse". Dentro dessa câmara, com o auxílio de um cognito, o governo teria flashes do futuro desta criança. 

Se a criança não apresentasse nenhum desvio de conduta, um chip seria inserido  em sua nuca dando a ele o seu código existencial. Após isso a criança seria devolvida ilesa para os pais e poderiam viver no conforto da Cidade Soberana. Caso contrário as crianças vetadas, teriam um destino bem cruel e olha que quase chorei com os acontecimentos, é muita maldade em alguns corações, se é que podemos dizer que esse tipo de pessoa tem um. 

Quem quebrasse as regras submetidas pelo governo, qualquer um,  eram punidos com a morte ou com o exílio, ou seja, seriam encaminhados para a cidade-satélite de Três Torres, ou melhor dizendo Cidade Banida.

Seppi foi uma das crianças vetadas. Mas, Appia, sua mãe obstinada, não desistiu dela e conseguiu fugir do governo opressor, ao longos dos anos, viveu com ela escondida em uma pequena vila. Lá a menina cresceu, aprendendo a caçar, lutar e manter um grande segredo. Ela sabia que não podia compartilhar com ninguém e sua mãe dizia que as pessoas não entenderiam e para  a sua própria segurança deveria ser assim.

Desnecessário dizer o que acontecia quando um de nós se deparava com um caçador de recompensas, por exemplo. Meu caso era ainda mais grave do que os deles. Eu era a filha vetada  de uma desertora com status de procurada, o que me tornava um Royal Street Flush de carne e osso.

Ao completar seus 15 anos, Seppi atingiu a fase adulta. E o destino finalmente bate a sua porta. Seppi é especial. E naquele momento conturbado ela descobriu o quanto, mesmo ainda não tendo a noção da grandiosidade que aquilo tudo representava e o quanto a esperança era depositada em sua existência. E a pergunta que não quer calar? Seppi abraça a causa? Aceita a sua missão? Seu destino? Ou ela cruza os braços e não acredita que e a única que pode salvar o seu povo das opressões a que são submetidos? Leiam!

A escuridão foi dando espaço a pequenos feixes de luz. Tudo estava embaçado como se o mundo tivesse decidido manter-se fora de foco. Eu podia ver semblantes, mas não determinar feições. por alguns momentos, escuridão e luz duelaram enquanto meus olhos abriam e fechavam, ainda sem saber se optavam pelo trabalho ou pelo descanso.

Gente, esse livro se resume em uma só palavra: Fabuloso!!! Ricardo veio com uma distopia nada convencional, que me manteve presa do início ao fim. Eu já fui com grandes expectativas, mas ele simplesmente quebrou todas as barreiras e superou todas elas. 

Encontramos uma distopia misturada com fantasia, que me deixou maravilhada e eu jamais imaginei que fosse amar tanto. Os personagens são bem descritos e desenvolvidos, é possível sentir na pele as suas vivências. Mesmo a história sendo narrada em primeira pessoa, e sabendo os pensamentos da protagonista, podemos sentir a amplitude de toda a história e os personagens.

Seppi é uma menina corajosa. Tem seus lamentos e seus medos, mas não tem frescura, quando precisa, ela toma partido e vai a luta. Apesar de todas as descobertas que teve e por estar no meio de pessoas desconhecidas, ela não se deixou abater e seguiu em frente. Muitas barreiras foram lançadas e mesmo com uma decisão a tomar, ela foi caminhando. Gente eu amei essa protagonista!

Depois de urgir pela verdade, após uma vida inteira de mentiras, a realidade apresentada agora, ao vivo e em cores, tinha um invólucro cruel e sádico.

A história é densa, você nunca sabe em quem pode acreditar, parece que você vive em uma espécie constante de teste, para saber se você sobrevive ou sucumbe. Os detalhes são moldados na medida certa e nada exagerado e falo que a história prende, porque não tem nada parado, tudo fica em constante movimento dos acontecimentos e as vezes você acha que vai enlouquecer. Venham com a mente aberta, porque como em toda distopia crua, observamos seus pontos fortes e completamente tensos.

A cada história distópica que leio, tenho mais certeza para onde estamos caminhando e embora seja uma de minhas temáticas preferidas, eu preferia que não chegássemos a esse ponto, porque amo ler as histórias, mas não queria viver nelas. Sou bem sincera quanto a este fato.

Só posso dizer que fui surpreendida com um enredo eletrizante, cheio de aventura e acontecimentos. Aqui a amizade e a lealdade é colocada em constante prova e quando você acha que está indo no caminho certo, Ricardo vem, muda a cena pra melhor e te faz ficar com a boca aberta. Eu quis muito sentar e ler esse livro sem parar, infelizmente isso não foi possível, mas enquanto eu não estava lendo, por motivos de trabalho e a vida pessoal meio doida, eu não parava de pensar na história e na ansiedade que me dava em continuar lendo.



A diagramação do livro está bem simples. Temos um glossário inicial para que possamos nos situar e eu gostei muito. As folhas são amareladas e a fonte em tamanho médio. A capa completamente condizente com a história. Não me recordo se teve algum erro de revisão.

Sinceramente não vejo a hora do Ragazzo trazer Cidade Soberana, eu acho que é esse o nome do segundo livro e se não me engano é uma duologia, mas faz um tempo que ele comentou isso comigo, pode ter mudado de ideia, não sei. 

Eu só quero dizer que recomendo este livro por tudo que citei acima nesta resenha. A leitura foi maravilhosa. Então para quem gosta de distopia, fantasia, aventura, intensidade, um pouco de mistério, leia este livro para ontem. Aqui a natureza humana é colocada de uma forma crível em todas as suas dualidades. Seja para o bem ou para o mal, cabe a você escolher aonde quer ficar ou para onde ir.

Tudo foi muito rápido, deixando-me sem reação. Restou torcer para que o final viesse depressa e de forma menos dolorida possível. O abraço da morte já sussurrava em meus ouvidos palavras de desespero e danação. Permaneci imóvel, esperando pelo inevitável.

Este livro é participante do #Desafio12MesesLiterários no item 1: Um livro do seu gênero favorito
Ainda dá tempo de participar, se quiser, é só clicar na imagem para saber como tudo funciona.


Um xero!


Resenha #321 - Sussurros da Meia-Noite - Daniel Pedrosa, Juliana Velonessi, Leandro Reis e Stefânia Andrade


Título: Sussurros da Meia-Noite
Autores: Daniel Pedrosa, Juliana Velonessi, Leandro Reis e Stefânia Andrade
Editora: Pandorga
Páginas: 168
Nota: 4/5

Tranque as portas e janelas de sua casa. Acenda o abajur e boa leitura!

Olá pessoas, tudo bem??

Hoje a resenha será diferente. Será uma resenha conjunta com a Verônica e quem acompanha o blog, já sabe que ela está povoando o blog como resenhista e ela é a minha melhor amiga de todos os tempos!!! 

Conhecemos este livro na bienal de sampa. Um dos autores (se não nos enganamos foi o Leandro "Radrak" Reis) e ele foi tão simpático com a gente, que não resistimos e compramos. Ah também aproveitamos e pegamos autógrafos. Quando comecei a ler, dei a ideia para ela de que poderíamos resenhar em conjunto e ela abraçou a ideia e aqui estamos, então para diferenciar quem fala o quê eu Diana estarei na fonte lilás e a Verônica na fonte vermelha, tudo bem?

Este é um livro de contos de terror e horror, onde esses quatro autores se uniram formando um grupo chamado "O Vale Fantástico" e tiveram a ideia de criar este livro recheado de contos de terror. Ao todo são 10 contos, irei colocar os títulos aqui, mas eu e a Verônica iremos citar os que mais gostamos. 

Os contos são: Visões, O gato, Insônia, O Broche Azul,  A Pedra da Caveira, Tormento, Em Má Companhia, Criaturas, Terror na Escola e BR 116.

Logo de cara eu gostei do livro, devido a sua diagramação que vocês poderão ver nas fotos como é bacana e pela proposta do livro (contos de terror). Eles estavam também com atores caracterizados que eram sensacionais e assustadores e estavam chamando bastante atenção.

Não consigo me esquecer da menina, ela não ria por nada... nenhuma mudança de expressão, tentei fazê-la rir, fiz gracinha, careta e nada. A menina era uma excelente atriz. Eu gostei muito desta caracterização para chamar à atenção do leitor, confesso que foi um ótimo atrativo. 



Eu sinceramente gostei de todos os contos (e olha que eu sou chata com esse tipo de livro kkk), achei que todos foram bem escritos, tiveram coerência e boas finalizações.

Eu gostei muito dos contos também... achei alguns até interativos com o leitor. Senti um pouco de frio na barriga em uns e emoções em outros. Percebi finalização em todos e um ótimo desenvolvimento. Claro que por se tratar de contos, tem sempre uns que se destacam mais pra nós.

Em destaque os que mais gostamos foram:

Criaturas - Daniel Pedrosa

Bruno sentiu o odor apodrecido de morte antes mesmo de abrir os olhos. Seu corpo estava coberto de sangue e vísceras que formavam um mar de desespero em uma cidade invadida pelo medo e pela desgraça.

Foi o conto onde achei que foi para uma linha mais diferente dos demais, pois além de ter o terror, ele teve também uma pitada de distopia, outro estilo de tema que gosto muito e fiquei surpreendida com o final.

Visões - Daniel Pedrosa

O cheiro pútrido que exalava do galpão tornou-se quase insuportável e o frio do ambiente castigou minhas entranhas. Naquele momento um medo intenso invadiu minha alma e paralisou meu corpo.
Esse conto foi demais. Quando comecei a ler, já senti um gelo, achei que fosse ter medo, mas não, o frio na barriga foi apenas pelo desconforto citado pelo protagonista, então me senti envolvida com ele e fui seguindo. 

A Pedra da Caveira - Daniel Pedrosa

Eu gostei muito desse conto, aliás ele foi o mais simples, só que o mais intenso. Eu me senti conectada com a protagonista, a menina Rebeca, que se mostrou corajosa, mesmo tremendo todo o corpo de medo. Que foi capaz de sentir empatia a todo um sofrimento e maldição que acarretava uma grande família. Eu senti medo por ela, porque quando falou o que acontecia, ninguém acreditou nela, achavam que ela tinha enlouquecido, mas diante dos fatos não há argumento não é mesmo?

Por um instante, Rebeca ficou paralisada, entorpecida pelo susto que sofrera. Depois precisou procurar pelo jardim até encontrar o local de onde partira a voz. Um vulto estava estático sobre a grama. Parecia um menino e sua pele, mesmo sendo negra, brilhava à luz da lua.



Terror na Escola - Stefânia Andrade

Eu lembro do dia que pegamos o autógrafo na Bienal, e a Stefânia comentou que teve dificuldades em escrever, devido a ser medrosa. Se ela com medo escreveu um conto desses, quem dirá se não tivesse medo! Achei bem na linha terror/suspense, com um enredo super bem elaborado.

Ela conseguiu desenvolver bem os personagens dentro de seus limites e sim fiquei bem nervosa com uma cena que aconteceu e para onde ela caminhou, confesso que no final do conto, senti até um arrepio.

Seus olhos estavam abertos, paralisados de terror. A pele rasgada, o sangue fresco saindo do ferimento e a carne exposta formavam um cenário macabro.

Tormento - Stefânia Andrade

Ele dizia que o mal existia na mesma proporção do bem e que os espíritos das trevas podiam fazer atrocidades com quem desse a eles uma oportunidade.

E mais uma vez a "medrosa" do quarteto ganhou o meu gosto de leitora. Eu achei esse conto super bacana, devido a ter toda uma história por de trás dos acontecimentos macabros do dia.

Insônia - Leandro Reis

Poxa esse conto foi fabuloso, porque ele falou com o leitor, ele deu vários avisos, mas cabia a você e exclusivamente você, decidir se queria continuar ou parar no meio do caminho. Eu como uma pessoa curiosa, fui seguindo e meu estômago gelando. De todos os contos que citei, foi o que mais gostei. 

Aqui o rapaz é levado para o mundo dos sonhos, mas são sonhos que parecem reais e quando ele acorda, parece que realmente passou por tudo aquilo que sonhou e quanto mais ele tenta fugir, mais coisas estranhas vão acontecendo ao seu redor e mais pessoas vão morrendo perto dele. Parece uma contradição, mas quando ele percebeu que esses sonhos o deixava perturbado, ele simplesmente fez de tudo para não dormir. Para afastar esse mal que o perseguia.

Com o coração batendo como um tambor no meu peito, virei de lado, quieto. O relógio marcava assustadoramente três horas, a hora dos mortos.




A diagramação do livro está bem simples, mas bem trabalhada. Não me recordo de ter encontrado erros de revisão. As folhas são amareladas e a fonte em tamanho médio, completamente confortável para a leitura. Contamos com um sumário e um medidor de medo rs.  

Enfim para quem quer fazer uma leitura rápida, mais que seja super bem elaborada e melhor de tudo nacional, recomendamos este livro.

Obrigada a todos e até a próxima resenha!!! 

Xero!

Resenha #320 - As Gêmeas do Gelo - S.K. Tremayne

Livro cedido pela editora

Título: As Gêmeas do Gelo
Autor(a): S. K. Tremayne
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 362
Nota: 4/5

**Resenha por Verônica Nielsen**


Olá! Tudo bem com vocês?

Imaginem-se tendo duas filhas gêmeas idênticas de seis anos de idade, chamadas Lydia e Kirstie. Em um trágico acidente, Lydia acaba morrendo e a única testemunha do fato é sua irmã.

Após quatorze meses, você resolve se mudar, com o restante de sua família, para outro país, mais precisamente na Escócia, e ao conversar com sua filha sobrevivente - a Kirstie ela simplesmente vira para você e fala:

-Por que você continua me chamando de Kirstie, mamãe? Kirstie está morta. Quem morreu foi a Kirstie. Eu sou a Lydia.

Isto aconteceu com Sarah.

Sarah, seu esposo e sua filha Kirstie... (ou Lydia), se mudam para uma ilha escocesa que Angus herdou de sua avó, afim de ter um recomeço, acreditando que as sombras do passado ficaram em Londres.

E o lugar parece tão bonito nas fotos! E realmente é, de verdade, incrivelmente bonito. É como um sonho, mas quem se importa? Eu preciso viver um sonho. (...), porque a realidade tem sido muito difícil de suportar.

Mas chegando lá, Sarah viu que seu sonho, era simplesmente um novo pesadelo.

Porque há ratos em toda parte. Eu os ouço enquanto durmo. Eles me acordam com arranhadas pelas paredes, brincando e rolando, dançando e gritando. A presença dos ratos nos obriga a manter os alimentos em cestas de arame, na cozinha, suspensas em um varal de roupas de metal.



Se eu tivesse que escolher uma palavra para descrever este livro, sem sombra de dúvidas, eu escolheria a palavra AGONIANTE. É um livro cheio de suspense, mistério e até mesmo terror, pois a cada dia que passa a Lydia - ou será a Kirstie? Se torna uma criança mais atormentada, sem saber exatamente quem é, e tendo certeza que ainda vê a sua irmã morta, e sinceramente toda vez que essa criança entrava em cena, eu ficava imaginando a garotinha da primeira versão do filme Poltergeist - por ela ser bem loirinha.

 -Lydia LYDIA LYDIA LYDIA LYDIA LYDIA! Kirstie está MORTA e eu a ODEIO! Sou a Lydia!

Angus é bastante presente na história, por muitas vezes com a narrativa voltada em terceira pessoa para ele, e ele sempre me transmitiu muito mistério, levantando dúvidas sobre o que ocorreu no dia do acidente, e seu amor por sua esposa.

As Gêmeas do Gelo, é um Thriller psicológico que nos prende até a última página, extremamente agoniante e essa agonia só acaba nas últimas páginas.



Em relação a diagramação, a capa é muito bonita. As páginas são amareladas, grossas (como já citei em outra resenha da mesma editora, eu não gosto de páginas assim porque acho que deixam o livro pesado - sem contar que eu fico tentando separar a página, achando que são duas kkk), as letras são grandes o que facilita a leitura. 

No decorrer da história há imagens ilustrativas, como a que coloquei acima, e achei isso super bacana, pois facilita a interação na historia, e vou colocar mais uma aqui abaixo. Observem.



Bom espero que tenham gostado da resenha, a Kirstie (ou talvez a Lydia) também agradecem e lhes aguardam para desvendar este mistério.

 -Mamãe?Mamãe?Mamãe? Quem sou eu?

Um beijo a todos e até a próxima.

Top: Capas de livros lidos em 2016

Olá pessoas, tudo bem???

Hoje eu resolvi trazer as capas de livros que eu achei lindos e que chamaram minha atenção de alguma forma a primeira vista, dos livros que li em 2016.

Eu tenho problemas com capas e sou dessas que compra o livro pela capa e que já perdi oportunidade de conhecer histórias ótimas por conta delas também.

Mas a minha sorte é que todos os livros que me deixei levar por capas... sempre foram ótimas histórias... e nunca me arrependi. As capas não estão por ordem de preferência.

Vamos lá?


Quando a Farol lançou este livro eu quase enlouqueci com a capa... ela é mais linda fisicamente... amo demais!!!!


Esse livro me chamou atenção logo de cara e quando a Novo Século me enviou na época que eu tinha parceria... eu dei vários saltinhos de alegria... porque embora a capa seja meio macabra... a forma com que ela foi trabalhada me ganhou de primeira.


Essa capa é do livro em E-book, mas espero que ela continue quando sair em físico, e eu digo quando, porque tenho certeza de que ele vai sair rs. Eu amei esta capa... está muito linda e completamente condizente com a história.


Eu acho a capa desse livro linda demais... e o melhor é que o desenho foi feito pela própria autora e o livro é todo assim.


Mais um livro que quando vi a capa não pensei duas vezes em tê-lo... essa capa é perfeita e traduz exatamente o que esperar da história.


Há!!!! O que falar dessa capa maravilhosa??? Esse homem lindo ai na capa, todo estiloso e marrento é impossível não reparar e não querer... lembro que quando lia este livro as meninas ficavam doidas no ônibus e alguns caras olhando, foi sucesso!


A capa é simples, mas eu amo essa capa... quando a Mari lançou, eu fiquei doida, enchendo ela dizendo que tinha amado... que essa capa era pra mim, porque amo um guitarrista rs.


Gente essa é outra capa que babo... e enquanto eu lia este livro, ficava babando... e sempre quando arrumo meus livros, continuo babando rs... Ela é linda demais!!!!


Quer capa mais cuti que essa gente... quando vi, pensei... preciso ler esse livro, porque essa capa é linda demais... eu sou apaixonada nela... pois é simples e traduz muito amor.


Há... quando a Claudinha anunciou essa capa, quase surtei... porque eu disse pra ela na bienal que se a capa fosse preta iria combinar com a história... e claro que ela já sabia que ia ser, mas fez mistério... e quando saiu ... eu fiquei abalada... porque saiu do jeito que eu imaginei... e melhor... com esses furos de tiros!!!


Outa capa pra você ficar babando... tudo bem que é em E-book, mas cara... capa perfeita e produzida pela própria Larissa, então é mais especial ainda.


Sim, eu amei essa capa, mesmo não querendo ler o livro por causa do título... achei que era algo muito infanto juvenil, dai quando a editora envia de ação e eu começo a ler, vem o bum. A história é maravilhosa e completamente condizente com o título.

E essas foram as capas que achei lindas e que chamaram minha atenção de cara em 2016.

Xero!!!

Resenha #319 - Estrela da Manhã - André Vianco


Título: Estrela da Manhã
Autor(a): André Vianco
Editora: Calíope
Páginas: 280
Nota: 5/5

Rafael olhava incrédulo para o copo sobre a toalha de mesa branca. A casa dormia e ele, sozinho com o barulho da geladeira, rasgava a madrugada em busca de ajuda do outro lado. O lado onde os vivos não podiam ir enquanto estivessem vivos, mas de onde os espíritos bravos e aventureiros podiam voltar se fossem corretamente evocados. Inclusive o seu pai.

Olá pessoas, tudo bem??

Hoje eu venho com mais uma resenha nacional e estou a cada dia mais feliz de ler livros nacionais, pois temos muita gente boa por ai, vão vendo só as resenhas que sairão este ano rs.

Nem sei por onde começar esta resenha. Para ser bem sincera, quando comprei este livro, parti da premissa que era do meu autor favorito: André Vianco. Também porque, o acompanhei nas postagens em suas redes sociais e um pouco do seu processo de escrita, mas não tinha a menor ideia do que esperar do enredo e o do desenvolvimento da história.

Rafael é um menino de 11 anos, que mora com a mãe e o irmão. Ele é um menino de bom coração, mas vive muito solitário. Só tem uma melhor amiga: a Renata, e mesmo com toda essa amizade, ele ainda se sente só com relação a família. Pois o irmão não conversa com ele e o maltrata, não lhe dá atenção e nem conselhos. Sua mãe só pensa no status do trabalho, não dá a menor importância para os sentimentos dele. Nunca faz nada ao seu favor e sempre acha que as coisas que acontecem com ele não é suficiente para ser levado em consideração.

Rafael também sofria bullying na escola. Ele era perseguido por Maguila e seus amigos. Sofria de tudo, desde de xingamentos até apanhar deles. Ele era dito como covarde, que não tomava atitude, mas na realidade Rafael, não curtia brigas, não gostava de violência, mas o sentimento de medo e solidão, estava fazendo seu pequeno coração endurecer e ficar raivoso. Ele queria se livrar de todo mundo que causava esse tipo de coisa pra ele, na verdade ele só queria paz.

Rafael de verdade (apesar de muitas vezes desejar e até sonhar com isso), não acreditava que a violência resolveria seus problemas.

Depois do falecimento de seu pai, a coisas ficaram piores em casa e o que ele mais queria era falar com ele. Por esse motivo, Rafael começou a estudar o oculto. Aos mexer com isso, ele queria só enviar ao seu pai um pedido de socorro. Rafael lia muitos livros, fazia muitas pesquisas na internet, tudo para ser ouvido pelo pai do outro lado.

Rafael sentia-se frustrado e sozinho. Até quando conseguia chamar a atenção do além, era ignorado. Estava numa cela onde não via as trancas, mas sentia-se cada vez mais sufocado.
-Pai, me escuta. É seu filho, Rafael. Eu preciso de você. Eu preciso de sua ajuda.

Nessas suas pesquisas, finalmente Rafael conseguiu achar um site que iria ajudá-lo, pelo menos a primeiro momento com relação as pessoas com as quais ele não estava indo muito bem. Ele precisava de um guardião para protegê-lo principalmente de Maguila e sua gangue. Neste site, Rafael, conseguiu comprar o Estrela da Manhã, ele iria protegê-lo por sete dias, das pessoas que causavam mau para ele. Antes disso ele precisava dar ao seu novo guardão sete nomes. 

Estrela da manhã parecia mesmo uma criatura das trevas mais obscuras. Tinha dentes imensos que escapavam de seus lábios e um par de chifres de dar inveja em qualquer diabo. Seu corpo era alto e curvo, parecia coberto por um couro grosso. Seus olhos eram fundos e escuros, como se a noite de escondesse dentro deles.

Rafael ficou encantado com a promessa de que tinha um guardião, que agora ele estava protegido e poderia ficar em paz. Estrela da Manhã estava ao seu lado e cuidaria dele contra tudo e contra todos, até quando a primeira morte aconteceu.

Precisei de um pouco de ar após a leitura desde livro... eu vinha de uma resenha não muito positiva... e precisava saber porque aquele leitor não tinha curtido tanto. Mas como cada leitor tem uma percepção diferente sobre uma obra, ainda bem que resolvi ler, porque eu simplesmente amei.

Vianco construiu personagens maravilhosos, bem desenvolvidos e críveis. Eu fiquei completamente apaixonada pelo Rafael. Ele é uma criança incrível e tudo que ele queria era atenção e amor, como toda criança nesta idade, ainda mais por ter perdido o pai e sua única referência masculina era seu irmão, que o tratava que nem lixo e isso me deixou extremamente irritada. 

Encontrei um pouco de horror pelo fato de Rafael mexer com o ocultismo, mas nada muito pesado que cause pesadelos e tire uma noite de sono, muito pelo contrário, a leitura flui de uma maneira natural e quando você percebe, está lendo em um frenesi de acontecimentos só querendo que as coisas se ajeitem pra ele. 

Os personagens secundários foram extremamente importantes para que a história se desenvolvesse melhor, eles foram cruciais. Vianco está de parabéns. Eu sou suspeita em falar por gostar muito de seu jeito de escrever e ainda bem que até agora, não encontrei nada que dissesse ao contrário, tenho curtido muito o que ele tem escrito.



A diagramação do livro está simples, a capa completamente condizente com o enredo, as folhas são amareladas e a fonte em tamanho médio, confortável a leitura. 

A moral da história é: cuidado com o que você deseja! Mas toda a criança por mais esperta que seja e por mais conhecimento que adquira ainda é uma criança, portanto ainda tem o seu lado inocente das coisas. Rafael, só queria paz e proteção daqueles que lhe causavam dor, o que veio não foi exatamente o que ele pediu e o desenrolar disso tudo, se deu em uma história dinâmica, cheia de adrenalina, medo, angústia, horror e principalmente coragem, uma coragem que ele não conhecia que tinha, uma coragem movida pelo desespero. Eu recomendo demais essa leitura para quem gosta de todos os quesitos que compuseram esta resenha. 

Tentou levantar a cabeça, mas ela parecia pesar cem quilos. O que estava acontecendo? Aquele teto não era do seu quarto. Aquele cheiro não era de sua casa. Vozes vinham de longe, distantes, sem fazer sentido. Seu corpo todo estava dolorido, como se estivesse sido atropelado.
Xero!!!!

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Resenha #318 - Brutal - Luke Delaney


Título: Brutal
Autor(a): Luke Delaney
Editora: Rocco (Selo Fábrica 231)
Páginas: 416
Nota: 4/5

**Resenha por Verônica Nielsen**
Olhem só vocês. Nenhum de vocês tem a mais remota ideia do que eu sou. Vocês me olham e veem um reflexo de si mesmos. Este é um disfarce necessário. Cheguem mais perto e lhes mostrarei quem realmente sou.

Oiê gente tudo bem com vocês? Espero que sim. Hoje trago a vocês a resenha deste livro que faz jus ao nome... BRUTAL.

Eu fiquei extremamente interessada neste livro, desde a primeira vez que o vi, devido a capa super chamativa que ele tem, tanto na frente como no verso e também por sua sinopse. Sabe aquele livro que você não precisa saber muito sobre, para querer tê-lo loucamente em sua estante? Foi assim que aconteceu comigo. (Imaginem coraçãozinhos voando kkk).

Ao começar a lê-lo, fiquei mais empolgada ainda. O primeiro capitulo é narrado em primeira pessoa, na visão do psicopata, que logo de cara mostra como é ardiloso, cruel e frio, ou seja o "charme mórbido", que a maioria deles tem. É um personagem de personalidade forte, que consegue até mesmo intimidar o leitor, porque parece que ele está conversando com você.

Mas violência é vida. Sem violência, não haveria vida. A violência é a força motriz da vida. Representa a beleza definitiva da vida. Evolução é violência. As espécies evoluem por competição violenta. Os fortes matam os fracos e assim uma espécie se desenvolve. Sem violência, ainda viveríamos em árvores. Não. Menos do que isso.  Ainda seriamos organismos celulares. Entretanto, você trata a violência como sua inimiga, quando é sua maior aliada. Eu compreendo a violência. Adoto-a. Canalizo-a. Pela violência, estou evoluindo para algo além da imaginação.

Após o primeiro assassinato, a narrativa fica em terceira pessoa, que é quando o Detetive Sean Corrigan, entra em cena é o responsável principal para desvendar a série de assassinatos, no decorrer da história. Intercalando a narrativa então ora em primeira pessoa (quando é o psicopata), e ora em terceira pessoa (quando se trata do detetive), algo que eu gostei bastante, porém confesso que no meio do livro, eu fiquei um pouco decepcionada com a leitura, talvez porque estava com muitas expectativas. 

Estava tudo muito óbvio, e a maior parte do livro estava sendo voltada para as investigações do Sean, e por mais que o assassino em questão, seja um cara complicado de ser interpretado - já que seu modus operandi, não é padrão. O assassino praticamente sempre muda a sua forma de matar. Mas tudo indica (e vocês vão perceber isto facilmente), para uma pessoa ser a culpada. 

Começo a acelerar o passo. A excitação cresce a ponto de quase explodir. Quero devastar essa mulher. Quero dilacerá-la. Abri-la com minhas unhas e dentes. Mais não o farei. Mostrarei minha forma. Meu controle. Não sou como os outros. Aprendi a controlar o poder que tenho.

Porém mesmo assim, pelo menos eu, fiquei desconfiada que a leitura estava fácil demais, e realmente ocorreu uma mudança repentina no final do livro. Não querendo se achar "a detetive", mais já me achando"... eu já desconfiava do que ia acontecer e acertei, e eu adoro quando isso acontece e tenho uma vontade insana de mandar meu currículo para o FBI (a louca kkk).

Eu não achei o Detetive Sean Corrigan fodástico como o autor tentou transmitir no decorrer da história, e como sei que já há outro livro lançado como o mesmo personagem (Sombrio), espero que o autor tenha melhorado a personalidade deste personagem. E os motivos pelos quais ele se tornou um detetive tão especial assim não me convenceu.

Mas Sean era diferente porque podia controlar seus demônios e sua fúria, usando a sua infância despedaçada para descobrir coisas com que outros policiais só poderiam sonhar nos crimes que investigava.

Ao contrário o vilão, foi simplesmente sensacional!!  Inteligente, esperto e perspicaz, e espero que o autor permaneça neste ritmo.

Não ouço vozes em minha cabeça. Não alegaria que Deus ordenou que eu matasse. Não sou um discípulo de Satã. Não acredito em nenhum dos dois. Não odeio vocês. Vocês simplesmente não são nada para mim.

Mesmo com alguns pontos negativos, eu gostei bastante da leitura e pretendo acompanhar os próximos livros do autor, e o recomendo para quem gosta de livros com esta temática.


Em relação a diagramação do livro, eu a achei perfeita. Como citei no começo da resenha a capa é perfeita, como puderam ver aqui. As folhas são amareladas, as letras são de um tamanho que considero normal e não localizei nenhum erro na revisão.

Esse livro faz parte do #Desafio12MesesLiterários
Item 1: Um livro do seu gênero favorito;

Obrigada a todos que leram esta resenha e até a próxima!