Resenha #354 - Abandono - Meg Cabot


Título:  Abandono
Autor(a): Meg Cabot
Editora: Galera
Páginas: 304
Nota: 4/5


Olá, tudo bem com vocês?

A resenha que trago hoje, é de uma das minhas autoras favoritas, a Meg Cabot
As princesas só esperam pela ajuda de príncipes em contos de fadas. Na vida real, elas têm que sair dos seus caixões e se virar sozinhas
Pierce é uma garota de dezessete anos, que já muito nova, morre em um acidente e acaba indo parar no Submundo aonde conhece o enigmático, sombrio, lindo e maravilhoso John Hayden, mas Pierce, consegue escapar da morte – na verdade ela definitivamente fugiu da morte, porém John não a abandonou, na verdade ele sempre esteve presente.
Talvez John fosse como um dos pássaros da mamãe: uma coisa selvagem. Não conseguia evitar ser como era.
Depois que ela retorna a vida, ela se vê obrigada a se mudar com sua mãe para a Isla Huesos – Ilha dos Ossos, para recomeçar, mas a paz não estava inclusa neste recomeço.
As vezes, nossos melhores amigos podem não ter boas intenções. E nunca suspeitamos, nem remotamente ... Até que seja tarde demais.
Eu gostei muito deste livro, mais ele não superou as minhas expectativas, talvez seja devido ao fato que eu sou completamente apaixonada pela série Mediadora, e acabei por muitas vezes fazendo comparações, ou esperando que este livro fosse igual ou melhor, porém não foi, principalmente devido a personagem principal ter características físicas muito similares a personagem Suzannah do livro A Mediadora. Mas, ao contrário dela, Pierce, é uma protagonista que não é muito cativante, e só se safa na maioria das vezes dos perigos, graças ao John, só que mesmo assim, é um ótima leitura que prende o leitor. Meg é Meg.

John é personagem muito charmoso, cheio de mistérios, e carrega uma grande responsabilidade nas costas, ele é responsável por manter o equilíbrio do Submundo, e dividir as almas que chegam para o caminho da Luz ou das Trevas, mas as coisas também se complicam para ele, quando ele nota que está perdidamente apaixonado pela Pierce, e vê que ele corre um grande perigo de perdê-la.

A inspiração da autora para compor este livro veio do conto Perséfone e Hades, da mitologia grega, e em muitos momentos as histórias dos personagens são similares e ocorre muitas referências.

A autora também colocou, a cada inicio do capitulo alguns trechos do livro “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, no qual o autor descreve sua ida ao Mundo Inferior.
Então minha alma, que ainda corria,
Virou-se para rever a passagem
Da qual nenhum humano jamais saiu.
DANTE ALIGHIERI, Inferno, Canto I
Em relação a diagramação, a capa é linda e delicada, tem detalhes escritos em dourado, as páginas são amareladas e a letra é de um tamanho confortável para leitura.

Seu nome é Persefone, e a cena em que é raptada por Hades, deus dos mortos, e levada para viver no Mundo Inferior representa a maneira como os gregos explicavam a mudança das estações. É o que chamam de mito das origens. O que aconteceu comigo não foi um mito.
Espero que gostem e até a próxima resenha!!
                                                                                                                                    

Resenha #353 - A Colina Escarlate - Nancy Holder


Título:  A Colina Escarlate
Autor(a): Nancy Holder
Editora: Record
Páginas: 308
Nota: 4/5


Olá! Tudo bem com vocês?

O livro que trago hoje, é referente a um filme que eu estava louca para ver um tempo atrás, mais acabei não assistindo no cinema e quando  me deparei com o livro na livraria, imaginava que o filme era um adaptação do livro, mas neste caso foi o contrário, é claro que eu comprei e li o livro antes de assistir o filme.

A Colina Escarlate é um romance adaptado do filme de Guillermo Del Toro, lançado em outubro de 2016 e é estrelado por Mia Wasikowska, Jessica Chastain e... o lindo maravilhoso, deus nórdico forever Loki - Tom Hiddeston, e o livro é de autoria de Nancy Holder.
Amor.
Morte.
Fantasmas.
O mundo estava encharcado de sangue.
Edith Cushing, passou por grandes traumas muito cedo. Com dez anos, perdeu sua mãe e algumas semanas depois, a reencontrou em forma de espirito, mais o encontro não foi nada agradável.
Ela sentiu a mão decomposta em seu ombro, sentiu o cheiro de terra úmida do tumulo e ouviu os lábios secos, uma distorção rouca da voz que conhecia melhor do que a sua, sussurrando em seu ouvido.
-Minha filha, quando chegar a hora, cuidado com a Colina Escarlate.
Anos depois, Edith já é uma mulher e tem o sonho de se tornar escritora, e é claro que sofre grandes preconceitos, devido ao seu sexo. Se hoje as mulheres sofrem para serem reconhecidas e terem um espaço em qualquer área, imaginem então na era vitoriana.

Para a época, Edith é uma mulher bastante independente, que não se importa com a opinião dos outros, e é até bastante atrevida, mora com seu pai na lamacenta Nova Iorque do inicio do século 19, e não se incomoda em não ser uma mulher casada.

Até que ela conhece o misterioso Thomas Sharpe, e se vê totalmente seduzida por ele. Ele é inteligente, se mostra extremamente interessado em seu livro e a conquista facilmente.

Uma grande perda ocorre novamente com Edith, seu pai falece e ela como unica herdeira, fica com toda sua fortuna, sem parentes e apaixonada, em questão de semanas Edith se casa com Thomas e vai morar com ele na Inglaterra em uma colina, afastada de tudo e de todos. Lá ela tem que conviver com Lucille - uma cunhada extremamente estranha que tem um ciúme declarado e exagerado pelo irmão e viver em uma mansão totalmente decrepita e macabra.

E ai que os fantasmas voltam a atormentá-la.
Demoraria anos até ouvir de novo uma voz como aquela – um aviso de fora do tempo, um aviso que só fui entender quando era tarde demais.
Eu li esse livro em dois dias, simplesmente não conseguia parar de lê-lo, ele tem um grande mistério que envolve os irmãos Sharpe, um terror que emana das paredes da casa, e ele causa uma tensão muito grande durante toda a leitura, e a Judith sofre pra caramba e come o pão que o diabo amassou nessa casa. A narrativa é feita em primeira pessoa, e alguns momentos vemos o livro pela visão de um ser titulado como A Coisa. Eu particularmente não curti muito o final do livro somente porque achei que ele poderia ter sido mais bem desenvolvido, mas a trama é muito bem escrita e amarrada, sem deixar pontas soltas.


Em relação a diagramação, a capa são com os personagens do filme, as páginas são amareladas, as letras são de tamanho médio e a cada inicio de capitulo intercala-se com o desenho de duas borboletas e não me recordo de ter visto erros na revisão.

Bem-vindo á Colina Escarlate
Espero que gostem e até a próxima resenha!

                                                                                                                                     

Resenha #352 - Ouro, Fogo & Megabytes - Felipe Castilho

Livro cedido pela editora

Título: Ouro, Fogo & Megabytes
Autor(a): Felipe Castilho
Editora: Gutenberg
Páginas: 288
Nota: 5/5

Olá! Tudo bem com vocês?

Trago hoje um livro nacional, que eu queria há alguns meses, mais precisamente desde o ano passado, quando fui em um evento literário aonde o ser que escreveu este livro - também conhecido como Felipe Castilho, foi um dos convidados.

Ouro, Fogo e Megabytes foi escrito há bastante tempo, mais precisamente em 2012 - mais eu nunca tinha ouvido falar dele, até aquele momento, e a Diana está de prova que quando o autor pegou o microfone e falou da história do seu livro por cerca de dois minutos, eu fiquei desesperada me esperneando na cadeira porque dali em diante a minha vida dependia desse livro (a dramática). 

No dia do evento não só ele como os próximos dois livros da saga foram sorteados (e obviamente eu não ganhei), e assim eu ainda participei de mais uns dois ou três sorteios (que obviamente eu não ganhei também - eu sou do tipo que só ganha marcadores em sorteios e só porque eles sobraram - a Diana também está de prova #momentodesabafo).

Mais logo depois eu me tornei resenhista do blog e a Editora Gutenberg é nossa parceira e... adivinha o que eu solicitei para resenhar?

Mais o meu final feliz com esse livro não foi tão rápido assim...

Acabamos descobrindo que meu lindo livrinho havia sido extraviado pelos correios (com certeza Wagner Rios é o culpado - logo vocês entenderam o motivo) mas, depois de algumas semanas com certeza graças aos integrantes da Organização (vocês também entenderam isso daqui a pouco) eu recebi um novo livro.

Ouro, Fogo & Megabytes conta a história de Anderson Coelho, um garoto normal como tantos outros, de doze anos de idade, que vive na pequena cidade de Rastelinho em Minas Gerais, sua vida se resume em estudar e jogar RPG online, junto com seus amigos aonde se torna o incrível segundo colocado no ranking como Shadow Hunter no universo Batttle of Asgord.

Até que um certo dia, um outro player desconhecido tenta se comunicar com ele e após ser ignorado por Anderson, consegue entrar em contato por telefone em sua casa convidando-o a se tornar um hacker em prol de auxiliar uma organização e derrubar a empresa do homem mais rico do Brasil - o Wagner Rios.

Anderson se nega a ajudá-los, porém acaba levando uma suspensão da escola de três dias e ao chegar em casa se borrando de medo de contar aos pais o que tinha acontecido dá de cara com um pequenino homem que ao ouvir sua voz, descobre que era o cara do telefone. Seus pais ficam eufóricos pois para eles é contado a mentira que Anderson irá para São Paulo para participar de um Campeonato de Matemática e ele acaba cedendo a proposta para se livrar da bronca pela suspensão.

E é quando ele chega em São Paulo, que a magia que me deixou tão louca por esse livro acontece... a do Folclore Brasileiro.
-Sente aí e abra esses ouvidos. Hora de aprender um pouco de história oculta do Brasil.
Mas não pense que neste livro, você encontrará uma história 100% infanto-juvenil que mostra o folclore como somos acostumados a ver na escola.

Anderson se vê em uma casa, que é chamada de Organização, comandada pelo Patrão, um sisudo senhor negro, que tem uma perna só e adora fumar um cachimbo. A Organização abriga órfãos, e lhes dá moradia, educação, proteção e alimentação, e tem como uma de suas missões trazer a conscientização da população para a proteção do meio ambiente.
-Bom, o rio ainda não é um esgoto por inteiro - disse Chris (...) Depois da nascente em Salesópolis, ele ainda é limpo por bons quilômetros. Ainda é um rio. Um dia vamos conseguir limpar essa porcaria toda.
E foi um tema super bacana que o autor desenvolveu ao longo da história em diversos momentos, de uma forma simples, com crianças que vão para a rua e abordam pessoas em casos que acontecem e vemos todos os dias, que impactam direta ou indiretamente na natureza e na nossa educação.
-Seria muito se eu pedir pro senhor apagar a brasa no poste, ou até no chão mesmo, mas jogar a bituca no lixo? (...) Anderson se espantou com o tanto de bitucas jogadas por lá. São Paulo era o maior cinzeiro do mundo.
Não vai ser fácil derrubar o sistema da empresa de Wagner Rios, ele é um cara influente e queridinho da população. Se faz de ambientalista e empresário solidário, mas guarda grandes segredos, tudo em prol de se dar bem e está pouco se importando com o mau que pode causar e não demora muito para Anderson sentir na pele o perigo que foi ser notado por esse homem.
Anderson teve um vislumbre da forma transformada dos dois seguranças de Wagner (...) Braços longos e musculosos que terminavam em garras curvas, pescoço troncudo e uma espécie de nariz enorme de tamanduá.(...) Uma espécie de lobisomem com tromba e língua vermelha sibilante.
Eu adorei a leitura, valeu a pena toda a espera para tê-lo. O Felipe trouxe para mim algo que eu só tinha visto na escola e alguns episódios do Sitio do Pica Pau Amarelo (meu pouco conhecimento de folclore se resume a isso). Foi uma fantasia totalmente diferente de todas que eu já li, e esse livro deveria estar em todas as estantes das escolas, pois ele não só fala de folclore - algo que digo de passagem que é perceptível o quanto que o autor pesquisou para escrever, como também fala de temas como bullying, politica, ética, história, amizade e trabalho em equipe. E é claro que isso não deve ser ensinado e aplicado somente em escolas, ou seja é um livro que abrange todas as idades.
Partindo do principio de que foi o homem que poluiu a atmosfera, jogou carbono nos céus e abriu um rombo colossal na camada de ozônio, não existe mais essa de desastre natural. O desastre é a própria humanidade.
Gostei muito também que o protagonista é negro, algo que infelizmente não vejo ainda na maioria dos livros de sucesso por ai, e o personagem em questão é uma criança que tem um enorme desenvolvimento de força, carácter e coragem no decorrer da história, e os últimos capítulos do livro são extremamente eletrizantes, mas em momento algum o autor se esqueceu de deixar a leitura focada para o publico jovem, de uma forma leve, dinâmica e irreverente. Há diversos personagens do folclore brasileiro incluso - não dá pra citar todos porque se não a resenha vai ficar enorme, mais digo de passagem que eles são sensacionais ...
... o caipora nem deu tempo de reação aos brutamontes antes de nocauteá-los. Saltou mais alto que Daiane dos Santos em seu "duplo mortal carpado", acertando chutes calculados em suas nucas.
Em relação a diagramação ... bem ... estava tudo bem até certo momento.

As páginas são grossas e amareladas, as letras são de um tamanho normal, no inicio do livro tem um glossário bem engraçadinho que o autor colocou para auxiliar os leigos com as linguagens utilizadas em jogos e MMORPGs e a cada novo capitulo tem ilustrações que se resumem o que irá acontecer no capitulo.


Como eu disse estava tudo bem... até que ficou mal. Em um momento muito, mais muito bom do livro, eu estava super concentrada fazendo a leitura da página 150, quando me deparei com um buraco em forma de triângulo no livro.


Devido a este defeito, eu perdi uma pequena parte de um dialogo bastante importante e eu fiquei bem brava rs, mais felizmente isso não atrapalhou a minha leitura e vou atribuir a culpa aos capelobos.

Como mencionei no começo da resenha, os próximos dois livros já foram publicados titulados como Prata, Terra & Lua Cheia e o Ferro, Água & Escuridão e todos estão disponíveis para compra e são fáceis de encontrar.
Wagner Rios é um câncer, e nós seremos a cura
Espero que gostem da resenha e até a próxima!
                                                                                                                                   

Resenha #351 - Neve e Cinzas - Sara Raasch


Título: Neve e Cinzas #1
Autor(a): Sara Raasch
Editora: Harper Collins
Páginas: 320
Nota: 5/5 - Favorito!
É a quarta vez nos últimos vite minutos que acabo no chão, observando tufos de grama de pradaria dançando em volta de minha cabeça. Estou sem fôlego e o suor forma gostas em meu rosto, então permaneço de costas, aproveitando esse momento de paz.
Sara já chega chegando em seu primeiro livro de uma trilogia. Eu estava com muita vontade de ler este livro. Me apaixonei pela capa. Depois que soube que era uma fantasia, fiquei com um pouco de receio, mas a vontade de ler não passou e foi a melhor coisa que eu fiz.

Tudo aconteceu há dezesseis anos atrás. O reino de Inverno foi conquistado a força mais bruta e seus cidadãos foram escravizados da maneira mais precária possível. Este povo, só tinham uma única esperança: Os refugiados. Apenas oito deles sobreviveram e eles estão desde então, esperando uma oportunidade para recuperar seu reino. Recuperar a sua magia e recomeçar.

Meira, tem apenas 16 anos. É órfã. Passou sua vida inteira como uma refugiada. Ela foi criada por Sir, o general dos invernianos. Meira treina diariamente para se tornar uma guerreira e está disposta a enfrentar o que for para conseguir reconstruir o reino de inverno e finalmente voltar ao seu lar.

As coisas começam a ficar tensas, quando os invernianos refugiados descobrem o paradeiro de metade do medalhão que devolveria a magia ao reino e Meira sem pensar duas vezes, se oferece para ir nesta missão. Ela demonstra coragem e diz que pode ajudar, mesmo quando Sir diz que não. Ela luta e pede ajuda ao seu melhor amigo Mather, futuro rei de Inverno.
-Você o derrotou? - pergunta Sir, incrédulo.
Dou de ombros. Sou uma péssima mentirosa, então apenas deixo como está. Mather está me ajudando. Minhas bochechas queimam.
Após conseguir a autorização de Sir, Meira e Finn partem para esta missão e aos meios de encontros e desencontros, ela toma a coragem de não desistir - quando as coisas começam a dar errado - e vai a luta. Meira finalmente conseguiu o que queria, demonstrar a Sir que era necessária e que era capaz de lutar. Ela conseguiu sozinha recuperar a metade do medalhão.
E agora, finalmente, estou saindo do lugar e fazendo o que sempre quis - ajudando o meu reino.
Mas ela não tem noção do que está por vir, quando finalmente sente a esperança de recuperar o reino, estando com a metade do medalhão, Meira descobre em cima de muito sofrimento, que as coisas fogem completamente de suas mãos e de suas vontades. No meio de muita vaidade de alguns reinos, ela descobre que as coisas não são quanto parecem e quando percebe ela se vê perdida no meio de muitas lutas, escravidão e poderes malignos.
Respire, respire. É tudo em que me concentro, o ar entra e sai de meus pulmões, até que eu deixe a realidade e caia no sono.
Será que os refugiados, conseguirão chegar ao inimigo e recuperar seu reino? Leiam e descubram, porque a leitura é frenética, cheia de ação e você se sente preso em uma cadeia de acontecimentos, tentando recuperar o fôlego em cada passada de página.

Sara criou um universo, onde uma garota se sente incompleta. Onde ela tenta se encaixar entre os seus. Onde ela cresceu achando que não era suficiente, que era frágil e por mais que demonstrasse força, ainda era protegida. Achava que ninguém acreditava do que ela era capaz. que ela era corajosa e queria pertencer ao seu povo mais do que tudo.

Ela não queria saber de vaidades e nem de ser uma mocinha cheia de firulas. Ela queria ser uma soldada. Ela queria lutar, ela queria estar no meio da batalha, junto com Sir e Mather, queria que eles a reconhecesse com uma lutadora, como alguém que pode estar aos lado deles em todos os momentos e nas tomadas de decisões.
Talvez eu seja um animal desgarrado e talvez eles devessem me olhar com aquela chama de medo.
Narrado em primeira pessoa, Neve e Cinzas vem com uma menina aparentemente frágil, mas de muita coragem. Eu fiquei impressionada com o desenvolvimento de Meira e como ela cresceu em cada página. Ela tinha suas dúvidas, seus momentos de receio, mas não se deixava levar e nem se entregava facilmente. Até nos momentos em que eu achava que ela fosse desistir, ela ia lá e acordava pra vida e mostrava a que veio. 

Este livro tem um grande quê de empoderamento feminino e eu amei tudo que li aqui. Fiquei altamente surpresa do quanto amei esta leitura. Inicialmente, eu não estava acreditando muito que fosse curtir essa leitura, de que ela seria boa como aparentava. Na verdade achava que fosse desistir. Só que conforme as páginas foram passando e as ações foram acontecendo, me vi presa  e sendo surpreendida com cada acontecimento e revelação.

Sara tem uma habilidade incrível com a escrita e com o desenvolvimento de um enredo. Ela coloca os detalhes em seus momentos necessários e é curta e direta em outros. As vezes, eu esquecia até de piscar e só lembrava quando meus olhos começavam a arder. Em outros momentos, a surpresa era tão grande, que eu passava vários minutos, sem acreditar no que lia. Essa sensação de você estar dentro da história e  das lutas, faz com que sua mente viaje e quando você menos percebe o livro acaba e a sua vontade de continuar a leitura dos demais livros é irracional. Fui fisgada, simples assim.


A diagramação do livro é simples. A capa condiz incrivelmente com o enredo apresentado. As folhas são amareladas e a fonte em tamanho médio. Encontrei alguns erros de revisão, como falta de letras para compor as palavras, mas nada que atrapalhe a leitura. Acho que numa próxima edição isso pode ser resolvido rapidamente.

Nos mais, indico esta leitura maravilhosa (apesar desse livro não ser muito divulgado, eu digo que vale a pena adquirir e ler em seguida), para amantes de fantasia, ou para aqueles que querem conhecer um livro bem escrito e desenvolvido. Eu amei. Ele foi favoritado com louvor. Jamais imaginei que fosse me surpreender tanto com uma obra desta temática, como aconteceu com Neve e Cinzas, então que venha logo Gelo e Fogo.
[...] -Sempre haverá um eles em nossa nova vida, Meira. Eles tomam as decisões; eles moldam o nosso futuro. O truque é encontrar uma forma de ainda ser você no meio disso tudo.
Xero no coração de todos!!!

                                                                                                                                  

Leituras de Abril!


Olá pessoas, tudo bem?

Hoje venho com as minhas leituras do mês de Abril. Não li tanto quanto Março, mas estou bem satisfeita com as minhas leituras, principalmente a última delas, e fu+i pega de surpresa.

4/5

Esse foi um conto que li bem rápido e que foi bem escrito viu gente. Não sei se o autor irá continuar, mas aconselho que leiam este, principalmente para quem curte ficção científica e distopia. 

4/5

Eu adorei a leitura deste livro, O achei no Kindle Unllimited e foi um ótimo achado na minha vida de leitora. A história é bem deliciosa. O romance bem desenvolvido e eu fiquei encantada com a escrita da autora.

4/5

Ah eu esperei um bom tempo para pegar este livro e ler e foi a melhor coisa que fiz... porque até para ler determinados livros, precisa de um tempo certo. Eu adorei a leitura e como sempre a escrita de Babi. Fiquei apaixonada pelo casal Simon e Lilian e amei saber como se deu a história deles. 

5/5

Bom eu nem sei o que dizer neste livro, nem o que eu disse na resenha chega tão perto dos sentimentos que tive ao lê-lo... como eu sou uma pessoa de lua, as vezes livros de fantasia, chamam a minha atenção para ler e mesmo com medo de não curtir a leitura, embarquei nesta loucura. E foi a melhor coisa que eu fiz. Quem não leu, não deve perder mais tempo. Se você tem o exemplar criando teia de aranha em sua estante, passe ele na frente... porque a leitura é maravilhosa... e olha que são palavras de quem não tem experiência com leituras fantásticas. Quero a trilogia inteira. 

Bom foi isso gente... me digam, quais foram suas leituras no mês de Abril e se leram alguns destes que citei. Xero!

Resenha #350 - Caixa de Pássaros - Josh Malerman


Título:  Caixa de Pássaros
Autor(a): Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Nota: 3/5


Olá! Tudo bem com vocês?

Eu estava de olho há bastante tempo neste livro que trago hoje para vocês, a premissa me deixou extremamente curiosa. Entretanto também ouvi comentários negativos sobre o mesmo, principalmente por ser um livro considerado, por muitos como "aberto", mas isso não me deixou ressabiada, pois em thriller psicológicos isto é comum, e um livro com uma história aberta bem feito, nos deixa livre para compor teorias, abrir nossa imaginação, e conclusões próprias e eu gosto de leituras assim.

Na verdade meu maior medo, foi a indicação que consta na capa do livro, feito por nada mais nada menos do que - Hugh Howey, autor de o Silo (para quem acompanha minhas resenhas aqui, sabe que tive uma forte desilusão amorosa, com o livro e consequentemente com este autor), ou seja, pensei: "AI MEU DEUS SE ELE GOSTOU, SERÁ QUE EU VOU GOSTAR??" - Sim, eu sei que sou louca hahahahaha.
Num mundo onde não podemos abrir os olhos, uma venda não é tudo que temos para nos defender?
Caixa de Pássaros é um livro pós apocalíptico, que mescla mistério, suspense e terror, onde um mundo passa por algo, perturbador, misterioso, letal e ... desconhecido.

Desconhecido pelo simples fato, que quem o vê enlouquece a ponto de se suicidar, das maneiras mais aterrorizantes. Esta praga digamos assim, não se importa, se você é homem, mulher, idoso ou criança, quem a vê se torna um suicida.
As pessoas estão começando a dizer que está relacionado com o fato de as vitimas terem visto alguma coisa (...) isso é a única coisa em comum em todos os incidentes.
Com isso, para se protegerem as pessoas começam a se habituar a viver de olhos fechados, em sua maioria vendados - resumidamente eles devem se tornar cegos para o mundo e se adaptar a viver assim em sua rotina. As casas são vendadas com cobertores, papelões, tábuas - ou qualquer outra coisa que possa proteger os moradores do suposto "mau" que assombra o universo. Se você é claustrofóbico se prepare para sofrer.

Como é comum em outros livros ou seriados pós apocalípticos que já vi ou li, os aparelhos eletrônicos não funcionam mais, milhares de pessoas morrem todos os dias, os comércios são abandonados e para se alimentar as pessoas sobrevivem apenas de enlatados (abençoados sejam esses enlatados americanos para histórias pós apocalípticas) e ocorre uma regressão comportamental e tecnológica.

A história gira em torno de Malorie, em uma narrativa que intercala o passado e o presente.

No passado ela descobre que está grávida logo no inicio do que a mídia chama de "Problema", mora junto com sua irmã Shannon, e não dá muita bola para tudo o que estava acontecendo, pelo simples fato que ela duvida que isto pode se alastrar e se tonar algo incontrolável.  Até que encontra sua irmã morta a tesouradas que deu em si própria. Sozinha e com poucos recursos para sobreviver, resolve se aventurar e seguir as coordenadas de um anúncio que viu no jornal, no qual uma pessoa afirmava morar em um lugar seguro e abrigava pessoas, e assim acompanhamos o decorrer da convivência dela com os moradores da casa e sua dificuldades diárias.
O menino usa terno. Encostado em uma cabeceira escura, o rosto está virado de forma artificial para Tom. Tem os olhos abertos. A boca escancarada. As mãos estão unidas no colo.
Você morreu de fome aqui, pensa Tom. No quarto de seus pais.
No presente Malorie, mora na mesma casa sozinha, com dois filhos - uma menina e um menino já com quatro anos, eles foram treinados para viver vendados, e estão de partida para um local desconhecido em uma viagem dentro de um barco, aonde percorreram quilômetros exaustivos e perigosos pelo rio, todos vendados, se mantendo seguros dos perigos eminentes, somente pelos ouvidos bem treinados de seus filhos.
Quando eram bebês, ela os treinou para que acordassem de olhos fechados. Parada sobre as camas coberta por arame, com um mata moscas na mão, ela esperava. Quando acordavam e abriam os olhos, ela batia com força no braço deles. Eles choravam. Malorie estendia a mão e fechava os olhos dos bebês com os dedos. Se mantivessem os olhos fechados, ela levantava a camisa e os amamentava. Recompensa.
Eu gostei muito da temática do livro, ele é muito angustiante, e o seu maior ponto forte na minha opinião é exatamente sua parte aberta, eu tive muita empatia pela história e me imaginei o tempo todo vivendo nesse mundo terrível, aonde somos extremamente frágeis a perigos que não sabemos o que é, e nossa unica defesa é viver na escuridão. 

Em contra partida, como podem ver eu dei três estrelas. Na minha visão geral, devido a ter muitas pontas soltas e em alguns momentos por serem um tanto óbvio - por exemplo Malorie no passado está grávida de apenas uma criança e na casa mora outra grávida, no presente tem dois filhos, ou seja, o final também ficou um pouco a desejar. Eu não sei se o autor pretende dar continuidade na história, mais ele acaba de uma forma que eu pensei: "- Sério que essa é a última página?" Mas, mesmo assim eu ainda recomendo a leitura, pois a ideia do autor foi bastante interessante e a leitura é bastante fluida.



Em relação a diagramação a capa desse livro é bastante simples, as folhas são amareladas, as letras pra mim são de um tamanho normal, e no decorrer da leitura encontrei somente um erro de revisão.

Caixa de Pássaros terá uma adaptação cinematográfica, ainda sem previsão de estréia e contará com a direção do argentino Andres Muchietti, do terror Mama, e com certeza que irei assistir, pois quero ver como eles trarão esse mundo para as telinhas do cinema.
É complicado. E você vai ter que abrir os olhos.
Espero que gostem da resenha e até a próxima.

Bibliotecas pelo Mundo #2 - França

Olá! Tudo bem com vocês?

Trago hoje uma nova biblioteca pelo Mundo, e nosso destino será a França, prontos para embarcar?

Eu escolhi a Biblioteca Richelieu, em Paris, devido a ter sido reinaugurada recentemente para atrair mais público.


Construída em 1635 e reinaugurada no final do ano passado, atualmente reúne três instituições: a Biblioteca, o Instituto Nacional de História da Arte e a Escolas de Charles - um dos mais importantes centros de história medieval do mundo.

Os arquitetos responsavéis pela restauração foram Virgine Brégal e Bruno Gaudin.

Cheng Pei, chefe do projeto ressaltou a importância do local para seduzir novos visitantes. "Nosso outro desafio é cultural, é estender nossa oferta ao publico, abrir esse espaço. Teremos percurso de visita, um museu que será criado, espaços que serão abertos a todas as pessoas, sejam estudiosos ou simples visitantes."

Na biblioteca, não há somente livros, como também coleções especializadas em manuscritos, estampas, moedas, medalhas, partituras musicais, texto de artes e espetáculos -  a estimativa é que há cerca de 22 milhões de documentos - imagina o tamanho dessa biblioteca.


A renovação da Biblioteca Richelieu continua até 2020, então ainda haverá muita beleza para rechear este lugar mágico.

Espero que tenham gostado e até a próxima viagem!